Clonidina

Nomes comerciais:

  • Clize®, Atensina®, Clonidin®, Clonil®.


Apresentações:

  • Comprimidos: 0,1 mg, 0,15 mg, 0,2 mg e 0,3 mg.

  • Solução injetável: 150 mcg/mL em ampolas de 1 mL (uso intratecal, epidural, intramuscular e intravenoso).


Posologia:

  • Via oral (adulto):

    • Hipertensão arterial: Iniciar com 0,1 mg, VO, 2 vezes ao dia. A dose pode ser aumentada em incrementos de 0,1 mg por dia até o controle adequado. Dose máxima recomendada: 0,6 a 0,9 mg/dia.

  • Solução injetável (adulto)

    • Na medicação pré-anestésica: pode ser administrada por via IM profunda, IV lenta (7 a 10 minutos) ou por gotejamento IV diluído em SF 0,9% (50 a 100 mL). Em cirurgias longas, pode ser necessária uma dose adicional de 150 mcg ou manutenção contínua por gotejamento intravenoso.

    • Para analgesia pós-operatória: dose inicial de 30 mcg/h em infusão epidural contínua, ajustável conforme alívio da dor e reações adversas, com experiência limitada acima de 40 mcg/h. É essencial conhecer os dispositivos de infusão epidural e monitorar os pacientes nos primeiros dias. As doses usuais são de 2 a 4 mcg/kg por via epidural e 0,5 a 1 mcg/kg por via intratecal, produzindo analgesia de 4 a 6 horas, repetida conforme a resposta; na via intratecal, a duração da analgesia depende da dose.

  • Uso pediátrico:

    • Não há dados suficientes sobre a segurança e eficácia da clonidina em crianças. Portanto, seu uso não é recomendado.

  • Ajuste para insuficiência renal:

    • Em pacientes com insuficiência renal grave, a dose deve ser ajustada com aumentos graduais. Recomenda-se iniciar com doses mais baixas e monitorar bradicardia e hipotensão. A hemodiálise não remove quantidades significativas de clonidina.

    • A meia-vida de eliminação está entre 9 a 12 horas. Cerca de 50% são metabolizados para componentes inativos no fígado e o restante é eliminado inalterado pelos rins. O desempenho insuficiente da função renal pode alterar estes valores, prolongando a retenção do fármaco.

  • Ajuste para insuficiência hepática:

    • Informação não especificada na bula do profissional.

    • A meia-vida de eliminação está entre 9 a 12 horas. Cerca de 50% são metabolizados para componentes inativos no fígado e o restante é eliminado inalterado pelos rins. O desempenho insuficiente da função renal pode alterar estes valores, prolongando a retenção do fármaco.


Classe:

  • Agonista dos receptores alfa-2 adrenérgicos.


Indicações:

  • Tratamento da hipertensão arterial.

  • Adjuvante no manejo da dor em procedimentos cirúrgicos, como analgésico epidural ou intratecal.

  • Potencialização de anestésicos locais.


Efeitos adversos:

  • Comuns: Xerostomia, sonolência, hipotensão, tontura.

  • Incomuns: Bradicardia, insuficiência cardíaca congestiva, retenção urinária.

  • Raros: Bloqueio atrioventricular completo, delírio, alucinações.


Contraindicações:

  • Hipersensibilidade à clonidina.

  • Bradicardia grave, bloqueio atrioventricular de segundo ou terceiro grau.

  • Depressão severa.

  • Lactação.


Gestação:

  • Categoria de risco C. Não deve ser utilizada durante a gestação, exceto se estritamente necessário e com acompanhamento médico rigoroso.

  • Nas diretrizes de hipertensão na gravidez, a clonidina pode ser considerada como uma opção de segunda ou terceira linha. Se possível, deve-se optar por outra medicação de primeira linha.

  • Ir para Hipertensão na gravidez.


Amamentação:

  • Contraindicada. A clonidina é excretada no leite materno, podendo causar efeitos adversos no lactente.


Fontes:

  • Bula do profissional de Saúde. Cloridrato de Clonidina. Fresenius Kabi Brasil Ltda (aprovada em 10/04/2024).

  • U.S. Food & Drug Administration (FDA). Medication Guides: Clonidine. Available at https://dps.fda.gov/medguide.

  • U.S. Food & Drug Administration (FDA). FDA Label: Clonidine. Available at https://nctr-crs.fda.gov/fdalabel/ui/search.

  • Peraçoli JC, Borges VT, Ramos JG, Cavalli RC, Costa SH, Oliveira LG, et al. Pré-eclâmpsia/ eclâmpsia. São Paulo: Federação Brasileira das Associações de Ginecologia e Obstetrícia (Febrasgo); 2018. (Protocolo Febrasgo – Obstetrícia, nº 8/Comissão Nacional Especializada em Hipertensão na Gestação).

  • Universidade Federal do Rio Grande do Sul. Faculdade de Medicina. Programa de Pós-Graduação em Epidemiologia. TelessaúdeRS (TelessaúdeRS-UFRGS). TeleCondutas: Doenças Hipertensivas na Gestação: versão digital 2023. Porto Alegre: TelessaúdeRS-UFRGS, 09 jan. 2023.

  • Diretrizes Brasileiras de Hipertensão Arterial. Sociedade Brasileira de Cardiologia, 2020.