Diazepam

Nomes comerciais:

  • Ansilive®, Calmociteno®, Kiatrium®, Noam®, Somaplus®, Valium®, Compaz®, Dienpax®.


Apresentações:

  • Comprimidos: 5 mg e 10 mg;

  • Solução injetável: 10 mg/2mL.


Posologia:

  • Consulte também:

  • Uso oral (adultos):

    • Ansiedade: 5 a 10 mg por via oral, sob demanda (máximo 20 mg/dia), até efeito completo do ansiolítico (p. ex. ISRS). Como alternativa, 5 a 10 mg de horário, duas a quatro vezes ao dia (máximo 20 mg/dia). Recomenda-se não exceder 2-3 meses, incluído o período de retirada progressiva (desmame).

    • Síndrome de abstinência ao álcool: 10 mg, 3 a 4 vezes ao dia, diminuindo gradativamente para 5 mg, 3 a 4 vezes ao dia, conforme a resposta.

    • Espasmos musculares: 5 a 10 mg por via oral, três a quatro vezes ao dia.

  • Uso injetável (adultos):

    • Crise convulsiva (primeira linha): 1 amp (10 mg) IV em 2 min. Se a crise se mantém após 5-10 min, repetir a dose (10 mg), mais uma vez.

      • Alternativa (se não obter acesso venoso): 2 amp (20 mg), via retal.

    • Agitação psicomotora, delirium tremens: Dose inicial de 0,1-0,2 mg/kg IV. Repetir em intervalos de 8 horas até o desaparecimento dos sintomas agudos. Em seguida, prosseguir o tratamento por via oral.

  • Uso pediátrico:

    • Comprimido: uso não recomendado pela bula do profissional.

    • Injetável: indicado para tratamento de crise convulsiva (status epilepticus).

      • 0,15 a 0,2 mg/kg IV bolus lento (máximo 10 mg/dose). Pode repetir a dose uma vez, se necessário.

      • Alternativa (se não obter acesso venoso): 0,2 a 0,5 mg/kg via retal (máximo 20 mg/dose). Não repetir.

  • Ajuste em insuficiência renal:

    • Não é recomendado nenhum ajuste dose específico, no entanto, a eliminação pode ser prolongada em pacientes com comprometimento renal. Uso com cautela.

  • Ajuste em insuficiência hepática:

    • Pacientes com insuficiência hepática podem apresentar aumento da meia-vida do diazepam. Recomenda-se cautela e possível ajuste de dose​.

    • A apresentação oral é contraindicada em pacientes com insuficiência hepática grave.

    • Os benzodiazepínicos que não sofrem metabolização hepática (p.ex.: lorazepam) seriam mais indicados para pacientes com diminuição da função hepática.


Classe:

  • Benzodiazepínico​.


Indicações:

  • Ansiedade, espasmos musculares, crises convulsivas, delirium tremens, agitação​.

  • Sedação pré-operatória.

  • Tratamento da síndrome de abstinência alcoólica​.


Contraindicações:

  • Hipersensibilidade ao diazepam.

  • Pacientes com glaucoma de ângulo fechado, insuficiência respiratória grave, insuficiência hepática grave, síndrome da apneia do sono ou miastenia gravis.

  • Não é recomendado para tratamento primário de doença psicótica. 

  • Não é recomendado como monoterapia na depressão ou ansiedade associada com depressão.


Efeitos adversos:

  • Comuns: Sonolência, fadiga, tontura, ataxia, confusão.

  • Incomuns: Depressão respiratória, hipotensão, retenção urinária.


Gestação:

  • Categoria C: O diazepam e o desmetildiazepam atravessam rapidamente a barreira placentária. Há evidências de risco fetal com o uso de diazepam durante a gravidez, especialmente no primeiro trimestre. O uso deve ser evitado.


Aleitamento:

  • O diazepam é excretado no leite materno, e o uso durante a amamentação não é recomendado, pois pode causar sedação e dificuldades respiratórias no lactente​.


Fontes:

  • Bula do profissional de Saúde. Diazepam. LEGRAND PHARMA INDÚSTRIA FARMACÊUTICA LTDA (18/10/2022).

  • Bula do profissional de Saúde. Diazepam. Instituto BioChimico Indústria Farmacêutica Ltda. Data de aprovação: 2023.

  • Bula do profissional de Saúde. Diazepam. Hipolabor Farmacêutica Ltda. Data de aprovação: 2023.

  • U.S. Food & Drug Administration (FDA). Medication Guides: Diazepam. Available at https://dps.fda.gov/medguide.

  • U.S. Food & Drug Administration (FDA). FDA Label: Diazepam. Available at https://nctr-crs.fda.gov/fdalabel/ui/search.

  • Glauser T, Shinnar S, Gloss D, et al. Evidence-based guideline: treatment of convulsive status epilepticus in children and adults: report of the Guideline Committee of the American Epilepsy Society. Epilepsy Curr. 2016;16(1):48-61.