Etodolaco
Nomes Comerciais
- Flancox® (Apsen Farmacêutica S.A.) [1]
- Dore® (Eurofarma Laboratórios S.A.)
- Dueforzi® (Apsen Farmacêutica S.A.)
- Etod® (Cristália Produtos Químicos e Farmacêuticos Ltda.)
- Flanolaco® (Nova Química Farmacêutica S.A.)
- Ipaglin® (EMS S/A)
- Ketalgi® (Supera Farma Laboratórios)
- Larc® (Eurofarma Laboratórios S.A.)
- Todoc® (EMS S/A)
Apresentações
- Flancox®: comprimido revestido [1]
- 300 mg: caixas com 14 ou 30 comprimidos
- 400 mg: caixas com 10 ou 20 comprimidos
- 500 mg: caixas com 4 ou 14 comprimidos
- 600 mg: caixas com 4 ou 14 comprimidos
- Dueforzi®: comprimido revestido 600 mg; caixas com 14 comprimidos
- Ipaglin®: comprimido revestido 300 mg e 400 mg; embalagens com 4, 10, 14, 15, 30, 60 ou 100 comprimidos (100 comprimidos: embalagem hospitalar)
- Flanolaco®: comprimido revestido 300 mg e 400 mg; embalagens com 4, 10, 14, 15, 30, 60 ou 100 comprimidos (100 comprimidos: embalagem hospitalar)
- Todoc®: comprimido revestido 300 mg e 400 mg
- Dore®: comprimido revestido 500 mg; caixas com 14 comprimidos
- Larc®: comprimido revestido 500 mg e 600 mg; caixas com 14 comprimidos
- Ketalgi®: comprimido revestido 300 mg e 400 mg
- Etod®: comprimido revestido; concentrações e embalagens conforme bula do produto
Posologia
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Adulto [1][2]
- Princípio geral: usar a menor dose eficaz pelo menor tempo necessário
- Analgesia (dor aguda): 200–400 mg a cada 6–8h
- Dose máxima: 1.000 mg/dia
- Divergência ANVISA/FDA: a ANVISA admite até 1.200 mg/dia após avaliação individual de risco/benefício [1]; o FDA limita a 1.000 mg/dia, pois doses superiores não foram adequadamente avaliadas em estudos controlados [2]
- Osteoartrose e Artrite Reumatoide: doses iniciais — escolher uma: 300 mg 3–4x/dia; 400 mg 2–3x/dia; 500–600 mg 2x/dia (total: 800–1.200 mg/dia)
- Após resposta satisfatória (em geral após 2 semanas): individualizar dose e frequência
- Manutenção em uso prolongado: 600 mg/dia pode ser suficiente
- Dose máxima: 1.200 mg/dia em pacientes que toleram 1.000 mg/dia, após avaliação de risco/benefício
- Divergência ANVISA/FDA: o FDA não avaliou adequadamente doses >1.000 mg/dia; a ANVISA admite 1.200 mg/dia em pacientes individualizados
- Limite por peso em pacientes <60 kg: não exceder 20 mg/kg/dia [1]
- Idosos: posologia igual à do adulto; sem ajuste farmacocinético necessário; monitorar função renal e gastrointestinal [1][2]
-
Pediátrico
- Contraindicado em menores de 15 anos (ANVISA) [1]
- Segurança e eficácia não estabelecidas em menores de 18 anos (FDA) [2]
-
Administração [1]
- Ingerir com copo cheio de água, de preferência após as refeições
- Não partir nem mastigar os comprimidos
- Alimento reduz Cmax em ~50% e retarda Tmax em 1,4–3,8h, sem afetar a extensão de absorção (AUC inalterada)
- Início da resposta clínica em condições crônicas: habitual após 2 semanas de tratamento
- As fontes consultadas não dispõem de orientação específica sobre conduta com dose esquecida
Ajuste para Insuficiência Renal
-
Adulto [1][2]
- IR leve a moderada (ClCr 37–88 mL/min): ajuste geralmente não necessário; usar com cautela pelo risco de redução adicional da função renal
- Hemodiálise: etodolaco não é dialisável; clearance aparente total ~50% maior (fração livre ~50% maior); ajuste geralmente não necessário
- IR grave/doença renal avançada: contraindicado (ANVISA) [1]; o FDA não recomenda o uso mas não lista como contraindicação formal [2]
-
Pediátrico
- As fontes consultadas não dispõem de orientações específicas sobre ajuste renal em crianças
Ajuste para Insuficiência Hepática
-
Adulto [1][2]
- Cirrose hepática compensada: disposição do etodolaco total e livre não alterada; ajuste geralmente não necessário
- Doenças hepáticas agudas e crônicas compensadas: geralmente não requerem redução de dose
- IH grave: contraindicado (ANVISA) [1]; o FDA não lista como contraindicação formal, mas destaca que o clearance pode estar reduzido em IH grave [2]
- Monitorar enzimas hepáticas periodicamente durante uso prolongado [1]
-
Pediátrico
- As fontes consultadas não dispõem de orientações específicas sobre ajuste hepático em crianças
Classe
- Anti-inflamatório não esteroide (AINE) do grupo dos ácidos piranoacéticos (piranocarboxílicos)
- Inibidor preferencial de COX-2
- Código ATC: M01AB08
Farmacologia
-
Mecanismo de Ação [1][2]
- Inibe a enzima ciclooxigenase (COX), reduzindo a síntese de prostaglandinas (PGs) e tromboxanos (TXs) a partir do ácido araquidônico
- Inibição preferencial da COX-2 (envolvida nas reações inflamatórias) com menor ação sobre a COX-1 (responsável pela citoproteção gástrica e agregação plaquetária via TXA2)
- Mistura racêmica de [-]R e [+]S-etodolaco; apenas o enantiômero [+]S é biologicamente ativo; ambos são estáveis in vivo sem conversão inter-enantiomérica
-
Farmacocinética [1][2]
-
Absorção:
- Alta biodisponibilidade oral; metabolismo de primeira passagem mínimo
- ANVISA [1]: biodisponibilidade oral ~100%
- FDA [2]: mínimo de 80% da dose oral é absorvida sistemicamente (estudos de balanço de massa)
- Cmax atingido em ~1–2h (ANVISA [1]) / ~1,4h média (FDA [2]); início analgésico detectável em ~30 min
- Alimento: reduz Cmax em ~50% e retarda Tmax em 1,4–3,8h, sem alterar a extensão de absorção (AUC inalterada)
- Dose-proporcionalidade linear até 600 mg/dose
-
Distribuição:
- Volume aparente de distribuição: ~390–400 mL/kg (~0,4 L/kg)
- Ligação proteica: >99% (principalmente albumina); fração livre <1%; independente da concentração no intervalo terapêutico
-
Metabolismo:
- Extensivo metabolismo hepático; a enzima CYP450 específica não foi identificada nas fontes consultadas
- Metabólitos identificados: 6-, 7- e 8-hidroxietodolaco e glucuronídeo de etodolaco
- Metabólitos hidroxilados representam <10% do fármaco total no soro em dose única e não se acumulam com função renal normal
-
Eliminação:
- Meia-vida de eliminação: 5–7h (ANVISA [1]) / 6,4h média (FDA [2])
- Clearance oral médio: ~49 mL/h/kg
- Excreção urinária em 72h: ~72% (1% inalterado, 13% glucuronídeo, 5% hidroximetabólitos, 20% glucuronídeos dos hidroximetabólitos, 33% metabólitos não identificados)
- Excreção fecal: 16–25%
-
Populações especiais:
- Idosos (≥65 anos): sem diferença significativa na meia-vida, ligação proteica ou acúmulo; maior sensibilidade aos efeitos antiprostaglandínicos no TGI e nos rins [1][2]
- IR leve-moderada (ClCr 37–88 mL/min): farmacocinética sem diferenças significativas [1][2]
- Hemodiálise: clearance do etodolaco livre não alterado; fármaco não dialisável [1][2]
- Cirrose hepática compensada: farmacocinética não alterada [1][2]
- IH grave: possível redução do clearance [1][2]
- Pediátrico: segurança e eficácia não estabelecidas [1][2]
-
Tipo de Receita
- Receita de prescrição simples (receita comum, 1 via), emitida por profissional legalmente habilitado
- Validade: 30 dias a contar da data de emissão
- O etodolaco não consta em nenhuma das listas da Portaria SVS/MS nº 344/1998 (listas A1, A2, A3, B1, B2, C1–C5, D1, D2, E ou F) e não é antimicrobiano sujeito à RDC nº 20/2011
- A bula determina expressamente: "VENDA SOB PRESCRIÇÃO MÉDICA" [1]
Indicações
- ANVISA (Flancox®) [1]: osteoartrose; artrite reumatoide (aguda ou crônica); controle da dor associada a processos inflamatórios, incluindo pós-operatório de cirurgias odontológicas e obstétricas, traumas, artrite gotosa aguda, dismenorreia e enxaqueca
- FDA [2]: osteoartrite; artrite reumatoide; manejo da dor aguda
- Indicações aprovadas exclusivamente pela ANVISA: artrite gotosa aguda, dismenorreia, enxaqueca, pós-operatório de cirurgias odontológicas e obstétricas, traumas; o FDA não aprova o uso nessas indicações
- Ambas as fontes restringem o uso a adultos; não há indicação pediátrica em nenhuma das duas
Contraindicações
- Hipersensibilidade ao etodolaco ou a qualquer componente da formulação [1][2]
- Antecedente de broncoespasmo, urticária, angioedema ou outra reação alérgica grave ao AAS ou a outros AINEs (tríade aspirina): risco de broncoespasmo grave e potencialmente fatal [1][2]
- Úlcera gastroduodenal ativa [1]
- Insuficiência hepática grave [1]; o FDA não lista como contraindicação formal [2]
- Insuficiência renal grave [1]; o FDA não recomenda o uso mas não lista como contraindicação formal [2]
- Crianças menores de 15 anos (ANVISA) [1]; FDA: segurança e eficácia não estabelecidas em menores de 18 anos [2]
- Dor perioperatória em cirurgia de revascularização miocárdica (CABG) [1][2]
- Suspeita de dengue (risco de sangramento) [1]; contraindicação exclusiva da ANVISA
- Síndrome de má-absorção de glicose-galactose (formulações contêm lactose) [1]
- Insuficiência cardíaca grave [1][2]
- Infarto do miocárdio recente: evitar, salvo quando o benefício supera o risco de eventos cardiovasculares recorrentes [2]
- Uso concomitante com outros AINEs ou AAS em doses anti-inflamatórias [1]
- Reações cutâneas graves prévias a qualquer AINE (NET, síndrome de Stevens-Johnson): contraindicação formal no FDA label [2]; a ANVISA orienta descontinuação imediata ao primeiro sinal cutâneo [1]
- Asma sensível à aspirina [1][2]
Efeitos Adversos
-
Comuns (>1% e <10%) [1][2]
- Dispepsia (~10%), dor abdominal, diarreia, flatulência, náusea, vômito, constipação, melena, gastrite
- Tontura, astenia/mal-estar, depressão, nervosismo
- Erupções cutâneas, prurido
- Calafrios, febre
- Embaçamento visual, tinido
- Disúria, poliúria
-
Incomuns (>0,1% e <1%) [1][2]
- Dermatológicos: necrólise epidérmica tóxica (NET), síndrome de Stevens-Johnson, eritema multiforme, dermatite exfoliativa, erupções vesículo-bolhosas, hiperpigmentação, reações de fotossensibilidade
- Gastrointestinais: hematêmese, úlcera péptica com ou sem sangramento/perfuração, duodenite, esofagite, pancreatite, estomatite ulcerativa
- Hepáticos: elevação de ALT/AST, hepatite, icterícia colestática, necrose hepática, falência hepática
- Renais: hematúria, nefrite intersticial, insuficiência renal, necrose papilar renal, cálculo renal
- Cardiovasculares: IAM, insuficiência cardíaca, hipertensão, arritmias, taquicardia, síncope, vasculite necrotizante
- Hematológicos: anemia, agranulocitose, trombocitopenia, pancitopenia, leucopenia, equimoses, aumento do tempo de sangramento
- Pulmonares: asma, infiltrado pulmonar com eosinofilia, dispneia
- Neurológicos: insônia, sonolência, parestesia, neuropatia periférica, alucinações, confusão mental
- Metabólicos: edema, hiperglicemia (em diabéticos bem controlados), hipercalemia
- Outros: anorexia, conjuntivite, reações anafilactóides, choque
-
Frequência desconhecida (pós-comercialização) [1][2]
- Pustulose Exantemática Generalizada Aguda (PEGA) — pode ser fatal; nota: a bula [1] lista PEGA também na categoria "incomuns", o que cria uma classificação contraditória; a classificação como frequência desconhecida (pós-comercialização) é mantida por ser a mais cautelosa e farmacologicamente coerente com o perfil de dados disponíveis para AINEs
- Erupção medicamentosa fixa (FDE) e variante bolhosa generalizada (GBFDE)
- Reação anafilática
- Drug Reaction with Eosinophilia and Systemic Symptoms (DRESS): febre, exantema, linfadenopatia, edema facial, hepatite, nefrite, alterações hematológicas, miocardite; pode ser fatal
Interações Medicamentosas
-
Interações farmacocinéticas [1][2]
- AAS: redução da ligação proteica do etodolaco; aumento do potencial de eventos adversos; coadministração não recomendada
- Ciclosporina: inibição das prostaglandinas renais reduz a eliminação da ciclosporina e potencializa sua nefrotoxicidade; monitorar função renal
- Metotrexato: inibição competitiva da captação renal de metotrexato; risco de aumento da toxicidade; cautela na coadministração [2]
- Digoxina: redução do clearance renal por queda na filtração glomerular induzida pelo AINE; aumento das concentrações plasmáticas; monitorar nível sérico de digoxina e função renal [1][2]
- Fenilbutazona: aumenta a fração livre do etodolaco em ~80%; impacto sobre o clearance total desconhecido; coadministração não recomendada [1][2]
- Lítio: redução do clearance renal de lítio; aumento da litemia em ~15%; monitorar concentrações plasmáticas e sinais de toxicidade [1][2]
- Antiácidos: redução do Cmax em 15–20% sem efeito sobre a AUC; sem relevância clínica significativa [2]
- Fenitoína, gliburida: sem interação farmacocinética significativa [2]
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Interações farmacodinâmicas [1][2]
- Diuréticos (furosemida, tiazídicos): redução do efeito natriurético por inibição das prostaglandinas renais; possível perda do controle pressórico em hipertensos; monitorar função renal
- Inibidores da ECA e BRAs: atenuação do efeito anti-hipertensivo; risco aumentado de hipercalemia, especialmente em idosos, diabéticos e nefropatas; monitorar PA e potássio
- Varfarina: sinergismo no risco de sangramento gastrointestinal; relatos espontâneos de aumento do TP; monitorar coagulação
- Corticosteroides e anticoagulantes: potencialização do risco gastrointestinal [2]
- Outros AINEs, AAS em doses anti-inflamatórias, salicilatos: a bula [1] orienta contra o uso concomitante; risco aumentado de eventos adversos gastrointestinais e renais
- Paracetamol: a bula [1] orienta contra o uso concomitante ("não deve haver uso concomitante"); nota clínica: a associação paracetamol + AINE é amplamente utilizada em analgesia multimodal em diretrizes internacionais de dor; o prescritor deve considerar esse contexto
- Álcool: potencialização dos eventos adversos gastrointestinais [1]
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Interferência em exames laboratoriais [1][2]
- Resultado falso-positivo para bilirrubina urinária (metabólitos fenólicos)
- Resultado falso-positivo para corpos cetônicos urinários (fita reagente)
- Redução discreta do ácido úrico sérico (1–2 mg/dL) com uso contínuo de 600–1.000 mg/dia
- Possível aumento de creatinina, potássio plasmático e tempo de sangramento; redução de hemoglobina e hematócrito; alterações nas provas de função hepática
Gestação
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ANVISA: [1]
- Categoria de risco C
- Contraindicado no 1º trimestre: risco de abortamento espontâneo e potencial de toxicidade fetal/embrionária; ausência de dados de segurança adequados em humanas
- Contraindicado no último trimestre: risco cardiovascular fetal (constrição do ducto arterioso) e efeitos sobre o trabalho de parto
- 2º trimestre: somente quando o benefício supera o risco; usar a menor dose eficaz; monitorar volume de líquido amniótico e sinais de constrição do ducto arterioso, com base na idade gestacional e duração do tratamento
- Comprometimento renal fetal e oligoidrâmnio relatados com inibidores de COX em gestantes
-
FDA: [2]
- O FDA não utiliza categorias de risco gestacional (sistema substituído pelo PLLR desde 2015)
- A partir de ~30 semanas de gestação: evitar — AINEs, incluindo etodolaco, aumentam o risco de fechamento prematuro do ducto arterioso fetal; pode ser fatal
- ~20–30 semanas: se absolutamente necessário, usar menor dose pelo menor tempo; considerar ultrassonografia para monitorar líquido amniótico se tratamento >48h; descontinuar se oligoidrâmnio
- Dados em animais: alterações isoladas no desenvolvimento de membros (polidactilia, oligodactilia, sindactilia, sinostose de metatarsos) em ratos e coelhos em doses próximas às clínicas humanas, sem relação dose-resposta clara
- Dados de estudos observacionais sobre risco embrionário no 1º e 2º trimestres: inconclusivos
- Exposição neonatal: casos pós-comercialização de disfunção renal neonatal, alguns irreversíveis, com necessidade de exsanguineotransfusão ou diálise
Lactação
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ANVISA: [1]
- Não se sabe se o etodolaco é excretado no leite materno
- Dado o potencial de reações adversas graves em lactentes, decidir entre suspender a amamentação ou o medicamento, levando em conta a necessidade terapêutica para a mãe
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FDA: [2]
- O FDA não utiliza categorias de classificação para lactação
- Excreção no leite humano desconhecida; com base nas propriedades físico-químicas, a excreção é esperada
- Potencial para reações adversas graves em lactentes; decidir entre descontinuar a amamentação ou o fármaco
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As fontes consultadas não dispõem de dados quantitativos sobre excreção no leite materno (dose relativa infantil, razão leite/plasma) nem de relatos de efeitos adversos em lactentes
Uso por Sonda Nasogástrica/Nasoenteral
- As bulas consultadas não abordam a administração por sonda nasogástrica/nasoenteral [1][2]
- Os comprimidos revestidos de etodolaco têm revestimento simples, não entérico e não de liberação modificada; a bula determina que não devem ser partidos nem mastigados [1]; a trituração contraria a instrução da bula e configura uso off-label, exigindo autorização prévia do prescritor [3]
- Do ponto de vista farmacocinético, o revestimento simples não controla a liberação do fármaco; a trituração não comprometeria o perfil de absorção, mas o risco de obstrução da sonda deve ser considerado [3]
- Antes de qualquer decisão, avaliar se a manutenção do etodolaco é necessária para o paciente com sonda [3]
- Procedimento caso a trituração seja autorizada como última opção: [3][4]
- Triturar finamente o comprimido garantindo a fragmentação completa do revestimento
- Dispersar o pó em 10–15 mL de água em seringa enteral; agitar até homogeneizar; administrar imediatamente
- Lavar a sonda com 15–30 mL de água antes e após a dose
- Para sondas terminando no estômago: água de torneira aceitável; para sondas terminando no jejuno: água estéril
- Alternativa recomendada: para pacientes sem via oral que necessitem de AINE/analgésico, considerar formulação parenteral disponível (ex.: cetorolaco IM/IV) após avaliação com o farmacêutico clínico hospitalar [3][4]
Fontes
[1] Bula do Profissional de Saúde. Flancox® (etodolaco). Apsen Farmacêutica S.A. Aprovada em 29/05/2026. Disponível em: https://consultas.anvisa.gov.br/#/bulario/
[2] U.S. Food & Drug Administration (FDA). FDA Label. Etodolac Tablets, USP 400 mg e 500 mg. RemedyRepack Inc. (Apotex Corp., ANDA076004). Revised: 06/2026. Available at: https://nctr-crs.fda.gov/fdalabel/ui/search
[3] NHS Grampian. Guidelines For The Administration Of Medicines To Adults Via Enteral Tubes Within NHS Grampian. Version 3. Identifier: NHSG/Guid/EnteralTubesA/MGPG1369. Review Date: July 2026. Disponível em: https://www.nhsgrampian.org/globalassets/services/medicines-management/policies/guide_enteraltubea.pdf
[4] OpenStax/NCBI Bookshelf. Chapter 15: Administration of Enteral Medications. Nursing Skills. Disponível em: https://www.ncbi.nlm.nih.gov/books/NBK593215/


