Fluoxetina
Nomes comerciais:
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Prozac®, Daforin®, Fluoxetin®, Fluxene®, Prozen®, Verotina®, Zyfloxin®
Apresentações:
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Cápsulas: 10 mg, 20 mg.
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Solução oral: 20 mg/ mL (1 gota equivale 1 mg).
Posologia:
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Adultos:
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Depressão: Dose inicial de 10 mg/dia pela manhã. Ajustes podem ser feitos até a dose máxima de 80 mg/dia.
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Transtorno Obsessivo-Compulsivo (TOC): Iniciar com 20 mg/dia, podendo ser ajustada para até 60 mg/dia.
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Bulimia Nervosa: 60 mg/dia, dose única.
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Transtorno do Pânico: Dose inicial de 10 mg/dia, ajustada para 20 mg/dia após uma semana, com dose máxima de 60 mg/dia.
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Crianças:
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Depressão e TOC (7 anos ou mais): Iniciar com 10 mg/dia. Após 2 semanas, aumentar para 20 mg/dia, se necessário.
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Administração:
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Via oral, podendo ser administrada com alimentos. A solução oral é adequada para pacientes com dificuldade de deglutição.
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Ao interromper o tratamento antidepressivo que durou ≥4 semanas, reduza gradualmente a dose (por exemplo, ao longo de 1 a 2 semanas) para minimizar os sintomas de abstinência e detectar sintomas reemergentes.
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Ajuste para insuficiência renal:
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Informação não especificada na bula do profissional.
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Ajuste para insuficiência hepática:
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Reduzir a dose ou aumentar o intervalo entre administrações, especialmente em casos graves.
Classe:
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Inibidor Seletivo da Recaptação de Serotonina (ISRS).
Indicações:
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Tratamento de depressão, ansiedade,TOC, bulimia nervosa, transtorno do pânico e transtorno disfórico pré-menstrual.
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Fibromialgia refratária, ejaculação precoce.
Contraindicações:
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Uso concomitante com inibidores da monoamina oxidase (IMAO).
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Hipersensibilidade ao cloridrato de fluoxetina ou a qualquer componente da fórmula.
Efeitos Adversos:
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Comuns: Náusea, insônia, ansiedade, diarreia, sudorese.
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Graves: Síndrome serotoninérgica, convulsões, hiponatremia, prolongamento do intervalo QT.
Gestação:
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Categoria C. Não recomendado, exceto se os benefícios superarem os riscos ao feto.
Lactação:
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Resumo de Riscos:
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Dados da literatura publicada relatam a presença de fluoxetina e norfluoxetina no leite materno. Há relatos de agitação, irritabilidade, dificuldade de alimentação e baixo ganho de peso em lactentes expostos à fluoxetina através do leite materno. Não há dados sobre o efeito da fluoxetina ou seus metabólitos na produção de leite. Os benefícios do aleitamento materno para o desenvolvimento e a saúde devem ser considerados juntamente com a necessidade clínica da mãe de usar fluoxetina e quaisquer potenciais efeitos adversos no lactente decorrentes da fluoxetina ou da condição materna subjacente.
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Considerações Clínicas:
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Os lactentes expostos à fluoxetina devem ser monitorados quanto à agitação, irritabilidade, dificuldade de alimentação e baixo ganho de peso.
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Dados:
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Um estudo com 19 mães lactantes que utilizavam fluoxetina em doses diárias de 10 a 60 mg mostrou que a fluoxetina foi detectada em 30% dos soros dos lactentes (variação: 1 a 84 ng/mL), enquanto a norfluoxetina foi encontrada em 85% (variação: <1 a 265 ng/mL).
Fontes:
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Bula do profissional de Saúde. Fluoxetina. Sanofi Medley Farmacêutica Ltda. Data de aprovação da bula: 2024.
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U.S. Food & Drug Administration (FDA), Fluoxetine Label. 17/02/2026.
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U.S. Food & Drug Administration (FDA). Medication Guides: Prozac. Available at https://dps.fda.gov/medguide​:contentReference[oaicite:6]{index=6}.
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Amamentação e uso de medicamentos e outras substâncias / Ministério da Saúde, Secretaria da Atenção à Saúde, Departamento de Ações Programáticas e Estratégicas. – 2. ed. – Brasília : Editora do Ministério da Saúde, 2010.


