Gliclazida

Nomes comerciais:

  • Azukon MR®, Beteglid®, Clazi XR®, Dagli®, Dicazid MR®, Diamicron MR®.

 

Apresentações:

  • Comprimidos de liberação prolongada: 30 mg e 60 mg (embalagens com 15, 30, 60 e 500 comprimidos).

 

Posologia:

  • Adultos:

    • Dose inicial: 30 mg ao dia (1 comprimido pela manhã durante o café da manhã).

    • Ajustes de dose: Incrementos de 30 mg a cada 2 semanas, se necessário. Dose máxima: 120 mg/dia.

    • Manutenção: Entre 30 e 120 mg/dia, conforme o controle glicêmico.

  • Crianças:

    • Uso pediátrico não indicado. Informação não especificada na bula.

  • Administração:

    • Engolir o comprimido inteiro com um copo de água, sem partir ou mastigar.

    • A administração deve ocorrer em uma única tomada no momento do café da manhã

  • Ajuste para insuficiência renal:

    • O uso é contraindicado para pacientes com disfunção renal grave (TFG < 30 mL/min/1,73 m²).

    • Bula do Profissional de Saúde Brainfarma (2025): “Em pacientes com insuficiência renal leve a moderada, o regime terapêutico utilizado deve ser o mesmo que para os pacientes com função renal normal, sob monitoramento cauteloso.”

  • Ajuste para insuficiência hepática:

    • O uso é contraindicado para pacientes com insuficiência hepática grave, recomendando-se também a adoção da insulina nestes casos.

 

Classe:

  • Antidiabético oral pertencente ao grupo das sulfonilureias.

 

Indicações:

  • Tratamento do diabetes não insulino-dependente.

  • Diabetes no obeso.

  • Diabetes no idoso.

  • Diabetes com complicações vasculares.

 

Contraindicações:

  • Hipersensibilidade à gliclazida, a outras sulfonilureias, sulfonamidas ou a qualquer um dos excipientes do produto.

  • Pacientes com diabetes tipo 1.

  • Casos de pré-coma e coma diabético, e cetoacidose diabética.

  • Pacientes com insuficiência renal ou hepática grave.

  • Tratamento concomitante com miconazol.

  • Mulheres durante a fase de amamentação.

  • Pacientes menores de 18 anos.

 

Efeitos Adversos:

  • Comuns: Hipoglicemia, que pode ocorrer se as refeições forem realizadas em intervalos irregulares ou puladas. Distúrbios gastrintestinais, que incluem dor abdominal, náusea, vômito, dispepsia, diarreia e constipação.

  • Raros: Reações cutâneas e subcutâneas, como erupção da pele, prurido, urticária, angioedema, eritema, e quadros mais graves como Síndrome de Stevens-Johnson ou necrólise epidérmica tóxica. Distúrbios sanguíneos e linfáticos, incluindo anemia, leucopenia, trombocitopenia e granulocitopenia. Distúrbios hepatobiliares, como aumento nos níveis das enzimas hepáticas, hepatite isolada e icterícia colestática. Distúrbios visuais transitórios ocorrendo principalmente no início do tratamento.

 

Gestação:

  • Classificado na Categoria C de risco na gravidez. 

  • O uso não é recomendado. A insulina constitui o tratamento de escolha para diabetes em gestantes.

 

Lactação:

  • O uso da medicação é estritamente contraindicado durante a amamentação.

  • Leva-se em consideração o risco severo de hipoglicemia neonatal caso ocorra a exposição ao fármaco.

 

Fontes: