Hidralazina
Nomes comerciais:
- Apresolina®, Nepresol®.
Apresentações:
- Solução injetável: 20 mg/mL - ampola de 1 mL;
- Drágea: 25 mg e 50 mg.
Contraindicações:
- É contraindicado em casos de hipersensibilidade ao cloridrato e derivados de hidralazina, dihidralazina ou aos componentes da fórmula;
- Doença cardíaca reumática da válvula mitral;
- Taquicardia severa ou com caso recente de infarto do miocárdio;
- Aneurisma dissecante da aorta e lúpus eritematoso sistêmico idiopático e doenças correlatas;
- Seu uso deve ser cauteloso em pacientes com histórico de distúrbios coronarianos ou sob tratamento com medicamentos antidepressivos.
Eventos adversos:
- Taquicardia, palpitação, flushing (rubor), hipotensão, sintomas de angina.
- Artralgia, mialgia, edema articular, cãibras.
- Distúrbios gastrintestinais, diarreia, náusea, vômitos.
- Cefaleia.
Na gestação:
- Categoria de risco: C. Experimentos com animais têm demonstrado um potencial teratogênico em camundongos. O uso de hidralazina na gravidez, antes do terceiro trimestre deve ser evitado, porém o medicamento pode ser empregado no final da gravidez se não existir outra alternativa mais segura.
Na amamentação:
- A hidralazina é excretada através do leite materno, porém os dados disponíveis não relatam efeito adverso sobre o recém-nascido.
Uso por Sonda Nasogástrica/Nasoenteral
- Drágea é permitido. Procedimento: triturar comprimido, diluir em 10 mL de água filtrada, pausar a dieta, lavar a sonda, administrar medicamento, lavar novamente a sonda e reiniciar a dieta.
- Outras considerações: A administração deve ser feita com cautela em pacientes com distúrbios coronarianos e em presença de terapia simultânea com antidepressivos tricíclicos e inibidores da MAO.
- Alguns casos isolados de neurite periférica foram relatados.
- O tratamento prolongado com a hidralazina (usualmente tratamentos com mais de 6 meses de duração) pode provocar o aparecimento de uma síndrome similar ao lúpus eritematoso sistêmico, especialmente quando a posologia prescrita exceder os 100mg diários.
- O risco de hipotermia induzida por hidralazina pode ser aumentado em pacientes idosos.
- A hidralazina, especialmente no início do tratamento, poderá prejudicar os reflexos do paciente, por exemplo, ao dirigir veículos e/ou operar máquinas.


