Hidroclorotiazida
Nomes comerciais:
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Neo Hidroclor®, Clorana®, Diurix®, Diurezin®, Hidroflux®, Hidroless®, Hidromed®.
Apresentações:
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Comprimidos contendo as concentrações de 12,5 mg, 25 mg e 50 mg.
Posologia:
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Adultos:
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Hipertensão: A dose inicial habitual é de 25 mg a 50 mg por dia (Sociedade Brasileira de Cardiologia), administrada como dose única pela manhã. A dose pode ser ajustada após 1 semana para se obter a resposta terapêutica desejada. Quando associado a outros agentes anti-hipertensores, os doentes geralmente não necessitam de doses superiores a 50 mg diários.
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Edema: A dose inicial habitual é de 25 a 100 mg administrada uma ou duas vezes ao dia. A dose de manutenção varia de 25 a 200 mg por dia. Pode-se adotar uma terapêutica intermitente (em dias alternados ou 3 a 5 dias por semana) para reduzir a ocorrência de desequilíbrio eletrolítico.
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Crianças:
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Até 2 anos: dose diária total de 12,5 a 25mg administrada em duas tomadas.
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De 2 a 12 anos: dose de 25 a 100mg, administrada em duas tomadas.
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A dose pediátrica diária usual deve ser baseada em 2 a 3mg/kg de peso corporal, ou a critério médico, dividida em duas tomadas.
Ajuste para insuficiência renal:
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O seu uso é contraindicado em doentes com anúria ou com compromisso grave da função renal (depuração da creatinina inferior a 30 mL/min).
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Nos doentes com doença renal, os diuréticos tiazídicos podem causar azotemia e podem desenvolver-se efeitos cumulativos do fármaco. Se houver progressão da insuficiência renal, o profissional deve reavaliar o tratamento ou descontinuar a terapêutica.
Ajuste para insuficiência hepática:
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A sua utilização é contraindicada em casos de distúrbio hepático grave.
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Em doentes com insuficiência hepática ou doença hepática progressiva deve ser administrada com precaução extrema, uma vez que pequenas perturbações no equilíbrio hidroeletrolítico podem precipitar o coma hepático. Doentes com cirrose hepática possuem também um risco muito superior de desenvolver hipocalemia grave.
Classe:
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Diurético tiazídico e anti-hipertensivo.
Indicações:
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Controle e tratamento da hipertensão arterial (isolada ou como terapêutica adjuvante com outros fármacos anti-hipertensores).
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Tratamento dos edemas decorrentes de insuficiência cardíaca congestiva, cirrose hepática, bem como edemas decorrentes de terapêutica à base de corticosteroides ou estrogénios.
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Tratamento de edemas relacionados com diversas formas de disfunção renal (por exemplo: insuficiência renal crónica, síndrome nefrótica e glomerulonefrite aguda).
Contraindicações:
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Hipersensibilidade documentada à hidroclorotiazida, a outros fármacos derivados de sulfonamidas ou a qualquer um dos excipientes do comprimido.
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Compromisso grave da função renal ou anúria.
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Distúrbios hepáticos graves e icterícia pediátrica.
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Distúrbio grave preexistente no equilíbrio de eletrólitos.
Efeitos Adversos:
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Comuns: Sintomas gastrointestinais (como náuseas, vômitos, dor abdominal, obstipação, anorexia e diarreia), perturbações nervosas como cefaleias, tonturas, sonolência, letargia e parestesias. Distúrbios generalizados de desequilíbrio eletrolítico (hipocalemia, alcalose hipoclorêmica e hiponatremia), hipotensão ortostática, taquicardia, fraqueza geral, sede excessiva, boca seca e espasmos musculares.
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Raros: Cancro da pele e labial não melanoma (Carcinoma Basocelular e Carcinoma de Células Escamosas), risco associado com o efeito cumulativo a longo prazo. Efeitos oftalmológicos graves com base idiossincrática: miopia aguda transitória, efusão coroidal e glaucoma agudo secundário de ângulo fechado. Reações respiratórias agudas tóxicas como Síndrome de Dificuldade Respiratória Aguda (SDRA), pneumonite e edema pulmonar. Disfunção ou falência renal e nefrite intersticial. Distúrbios do foro hematológico e linfático, tais como agranulocitose, anemia hemolítica, anemia aplástica e trombocitopenia. Síndrome de Stevens-Johnson, necrólise epidérmica tóxica, icterícia colestática intra-hepática, pancreatite, Lúpus Eritematoso Sistémico (ativação), reações fotossensíveis e disfunções metabólicas severas (hiperuricemia, precipitação de gota e hiperglicemia).
Gestação:
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Uso não recomendado, devido ao risco real de contração do volume plasmático e da hipoperfusão placentária, com impacto direto no feto.
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Como o fármaco transpõe a barreira placentária, as reações indesejáveis compreendem a ocorrência de icterícia fetal ou neonatal, trombocitopenia e perigosos distúrbios de desequilíbrio eletrolítico e metabólico no bebé. O medicamento não deve ser usado para a hipertensão essencial em gestantes.
Lactação:
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Uso não recomendado. A hidroclorotiazida é excretada no leite humano e perante o risco severo de ocorrência de reações adversas no lactente, o uso é altamente desaconselhado e o médico tem que eleger entre a descontinuação da amamentação ou do tratamento (levando em conta a importância clínica vital para a saúde da mãe).
Fontes:
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Bula do profissional de Saúde. hidroclorotiazida. Brainfarma Indústria Química e Farmacêutica S.A. 24/03/2025. Disponível em: https://consultas.anvisa.gov.br/#/bulario/
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U.S. Food & Drug Administration (FDA). FDA Label. HYDROCHLOROTHIAZIDE. 03/2025. Available at https://nctr-crs.fda.gov/fdalabel/ui/search
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Sociedade Brasileira de Cardiologia (SBC), Sociedade Brasileira de Hipertensão (SBH), Brasileira de Nefrologia (SBN). Diretriz Brasileira de Hipertensão Arterial – 2025. Arq Bras Cardiol. 2025; 122(9):e20250624.


