Lítio

Nomes comerciais:

  • Carbolitium®

Apresentações:

  • Comprimido revestido: 300 mg;
  • Comprimido de liberação prolongada: 450 mg.

Contraindicações:

  • O medicamento é contraindicado em caso de hipersensibilidade aos seus componentes.
  • Não deve ser usado em pacientes com disfunção renal ou cardíaca significativa.
  • Em indivíduos debilitados ou desidratados, o uso do medicamento deve ser realizado com precaução.
  • Em casos de depleção de sódio, especialmente em pacientes que fazem uso de diuréticos, o medicamento deve ser utilizado com cuidado.
  • O uso durante a gravidez não é recomendado, a menos que os benefícios superem claramente os riscos.
  • O medicamento não deve ser utilizado durante a amamentação, pois pode ser excretado no leite materno e causar efeitos indesejáveis no bebê.

Eventos adversos:

  • Tremor involuntário dos membros;
  • Sensação excessiva de sede (polidipsia);
  • Hipotireoidismo (baixa função da tireoide);
  • Aumento do tamanho da glândula tireoide (bócio);
  • Aumento da produção de urina (poliúria);
  • Perda involuntária de urina (incontinência urinária);
  • Diarreia;
  • Náuseas;
  • Palpitações (batimentos cardíacos acelerados);
  • Ganho de peso;
  • Aparecimento de acne;
  • Erupção cutânea;
  • Dificuldade respiratória (dispneia);
  • Sensação de inchaço abdominal (distensão abdominal);
  • Sensação de quase desmaio (pré-síncope);
  • Alterações nos resultados de exames laboratoriais, como aumento do número de leucócitos (leucocitose);

Na gestação:

  • Categoria D: Risco elevado. Há evidências de risco em fetos humanos. O uso desse medicamento deve ser considerado apenas quando os benefícios potenciais superam os riscos.

Na amamentação:

  • Uso inseguro. Avaliar alternativas mais seguras.

Uso por Sonda Nasogástrica/Nasoenteral

  • Comprimido revestido: É permitido triturar o comprimido, diluir em 10 mL de água filtrada, interromper a alimentação, limpar a sonda, administrar o medicamento, limpar novamente a sonda e retomar a alimentação.
  • Outras considerações: Antes de iniciar a terapia com lítio, é necessário realizar testes laboratoriais para garantir um uso seguro e avaliar o funcionamento dos sistemas orgânicos.
  • O uso crônico do lítio pode levar à diminuição da capacidade de concentração renal, resultando em diabetes insipidus nefrogênico, caracterizado por poliúria (aumento da produção de urina) e polidipsia (sede excessiva). É importante monitorar cuidadosamente esses pacientes para evitar desidratação e os riscos de intoxicação por lítio.
  • Durante a terapia crônica com lítio, podem ocorrer alterações na estrutura dos glomérulos renais, fibrose intersticial e atrofia dos néfrons.
  • É essencial que o paciente mantenha uma dieta normal, incluindo o consumo adequado de sal e líquidos (2-3 litros por dia), especialmente durante o período de estabilização do tratamento. A depleção de cloreto de sódio em uma dieta com baixo teor de sal aumenta a toxicidade do lítio.
  • Se ocorrer hipotireoidismo durante a fase de estabilização ou manutenção do tratamento com lítio, pode ser necessário o uso de hormônios tireoideanos suplementares.
  • Geralmente, o lítio deve ser evitado em pacientes com síndrome de Brugada conhecida ou suspeita. Recomenda-se uma avaliação cardiológica completa em pacientes com fatores de risco, como síncope, histórico familiar de síndrome de Brugada ou morte súbita inexplicada antes dos 45 anos de idade, ou relato de síncope ou palpitações após o início do tratamento com lítio.