Nitroglicerina

Nomes comerciais:

  • Tridil®.

Apresentações:

  • Solução injetável: 25 mg/5 mL e 50 mg/10 mL.

Contraindicações:

  • Pacientes alérgicos à nitroglicerina ou aos componentes da fórmula;
  • Uso associado com inibidores de fosfodiesterase5 (PDE-5) como sildenafila, tadalafila, vardenafila ou lodenafila;
  • Glaucoma de ângulo fechado;
  • Traumatismo craniano ou hemorragia cerebral (por elevação da pressão intracraniana);
  • Anemia severa;
  • Hipotensão;
  • Hipovolemia não corrigida;
  • Circulação cerebral inadequada;
  • Pacientes com tamponamento pericárdico, cardiomiopatia restritiva ou pericardite constritiva, pois o débito cardíaco é dependente do retorno venoso.

Eventos adversos:

  • Reação comum (ocorre entre 1% e 10% dos pacientes): tontura, cefaleia severa;
  • Reação incomum (ocorre entre 0,1% e 1% dos pacientes): hipotensão, hipertensão de rebote, síncope;
  • Reação muito rara (ocorre em < 0,01% dos pacientes): metemoglobinemia.

Na gestação:

  • Categoria de risco: C. Estudos de teratogenicidade animal não foram conduzidos com injeção de nitroglicerina. Não há estudos adequados e controlados em mulheres grávidas. A nitroglicerina somente deve ser administrada a uma mulher grávida quando os potenciais benefícios sejam superiores aos riscos e se claramente necessário.

Na amamentação:

  • Não se sabe se a nitroglicerina é excretada no leite humano. Como muitos fármacos são excretados no leite humano, deve-se ter cautela ao administrar nitroglicerina a uma lactante.
  • Outras considerações: Nitroglicerina é destinado apenas para uso intravenoso. Não administrar por injeção intravenosa direta. Deve ser diluído em glicose (5%) ou cloreto de sódio (0,9%) antes da realização da infusão.
  • A amplificação dos efeitos vasodilatadores de nitroglicerina pelo uso de sildenafila pode resultar em hipotensão grave.
  • Pode haver ocorrência de grave hipotensão e choque, mesmo com pequenas doses de nitroglicerina. Este medicamento, portanto, deve ser usado com cuidado nos pacientes que possam ter depleção de volume ou que, por qualquer razão, sejam já hipotensos.
  • A terapia com nitratos poderá agravar a angina provocada pela cardiomiopatia hipertrófica.
  • As concentrações menores de nitroglicerina aumentam a precisão potencial de dose, mas estas concentrações aumentam o volume total de fluidos que devem ser administrados ao paciente. A carga total de fluido pode ser um aspecto dominante em pacientes que tem função cardíaca, hepática e/ou renal comprometida.
  • As infusões de nitroglicerina somente devem ser administradas através de uma bomba que possa manter uma velocidade constante de infusão.
  • Devido ao conteúdo de propilenoglicol na nitroglicerina intravenosa, os ensaios de triglicérides séricos que dependem de glicerol oxidase podem dar resultados elevados falsos, em pacientes que recebem esta medicação.