Noradrenalina

Nomes comerciais:

  • Hyponor®, Epikabi®, Noradrem®.

Apresentações:

  • Solução injetável: 2 mg/mL (1 mg/mL de norepinefrina base) - ampola com 4 mL.

Contraindicações:

  • Noradrenalina é contraindicado para pacientes que tenham apresentado reações de hipersensibilidade a quaisquer componentes de sua formulação.
  • Noradrenalina não deve ser administrado a pacientes que se encontram hipotensos por déficit no volume sanguíneo, exceto como medida emergencial para manter a perfusão arterial coronariana e cerebral até que a terapia de reposição do volume sanguíneo possa ser completada.
  • A administração contínua de noradrenalina para manutenção da pressão sanguínea na ausência de volume sanguíneo adequado pode acarretar severa vasoconstrição periférica e visceral, diminuição da perfusão renal e de débito urinário, fluxo sanguíneo sistêmico insuficiente apesar de pressão sanguínea “normal”, hipóxia tissular e acidose láctica.
  • Noradrenalina também não deve ser administrado a pacientes com trombose vascular mesentérica ou periférica (em razão do risco de aumento da isquemia e extensão da área de infarto) a menos que, na opinião do médico assistente, sua administração seja necessária como procedimento salva-vidas.
  • Os anestésicos ciclopropano e halotano aumentam a irritabilidade autonômica cardíaca e por esse motivo parecem sensibilizar o miocárdio à ação da epinefrina ou norepinefrina administrada intravenosamente. Portanto, o uso de noradrenalina durante anestesia com esses anestésicos é geralmente considerado contraindicado em razão do risco de surgimento de taquicardia ventricular ou fibrilação.
  • Os mesmos tipos de arritmias cardíacas podem resultar do uso de noradrenalina em pacientes com hipóxia profunda ou hipercarbia

Eventos adversos:

  • No corpo como um todo: lesões isquêmicas devidas à potente ação vasoconstritora e hipóxia tissular.
  • Sistema cardiovascular: bradicardia, provavelmente como um resultado reflexo de uma subida da pressão sanguínea, arritmias.
  • Sistema nervoso: ansiedade, cefaleia transitória.
  • Sistema respiratório: dificuldade respiratória.
  • Pele e anexos: necrose por extravasamento no local da injeção.
  • A administração prolongada de qualquer vasopressor potente pode resultar em depleção do volume plasmático, a qual deve ser continuamente corrigida por terapia apropriada de reposição de líquido e eletrólitos.
  • Raramente tem sido reportada gangrena nas extremidades; doses muito altas ou doses convencionais em pessoas hipersensíveis (por exemplo, pacientes hipertireoideos) causam severa hipertensão com cefaleia violenta, fotofobia, dor retroesternal pungente, palidez, sudorese intensa e vômitos.

Na gestação:

  • Categoria de risco: C. Não existem, em animais, estudos disponíveis sobre a reprodução, conduzidos com noradrenalina. É também desconhecido se noradrenalina pode causar dano fetal quando administrado a mulheres grávidas ou se pode afetar a capacidade reprodutiva.

Na amamentação:

  • É desconhecido se esta droga é excretada no leite humano, uma vez que muitas drogas são excretadas por esta via, deve-se ter cuidado quando da administração de noradrenalina a lactantes.
  • Outras considerações: Noradrenalina contém em sua formulação bissulfito de sódio, um sulfito que pode causar, em pessoas suscetíveis, reações do tipo alérgico, incluindo sintomas anafiláticos com risco à vida ou episódios asmáticos menos graves.
  • Em razão da potência do hemitartarato de norepinefrina e das respostas variadas às substâncias pressoras, sempre existe a possibilidade de que possa ocorrer elevação da pressão sanguínea a um nível perigosamen