Ocitocina

Nomes comerciais:

  • Syntocinon®, Oxiton®.

Apresentações:

  • Solução injetável: 5 unidades/1 mL.

Contraindicações:

  • Conhecida hipersensibilidade à ocitocina ou a qualquer excipiente da formulação;
  • Hipertonia uterina, sofrimento fetal quando a expulsão não é iminente.
  • A ocitocina não deve ser administrada dentro de 6 horas após a administração de prostaglandinas vaginais.

Qualquer estado em que, por razões fetais ou maternas, se desaconselha o parto espontâneo e/ou o parto vaginal seja contraindicado, por exemplo:

  • Desproporção céfalo-pélvica significativa;
  • Má apresentação fetal;
  • Placenta prévia e vasos prévios;
  • Descolamento prematuro da placenta;
  • Apresentação ou prolapso do cordão umbilical;
  • Distensão uterina excessiva ou diminuição da resistência uterina à ruptura, como por exemplo, em gestações múltiplas;
  • Poli-hidrâmnios;
  • Grande multiparidade;
  • Presença de cicatriz uterina resultante de intervenções cirúrgicas, inclusive da operação cesárea clássica.

Eventos adversos:

  • Cefaleia;
  • Taquicardia, bradicardia;
  • Náusea, vômito.

Na gestação:

  • Categoria de risco: C. Quando a ocitocina é utilizada conforme indicação, baseado na ampla experiência com esse fármaco, na sua estrutura química e nas propriedades farmacológicas, não se espera a presença de riscos de anormalidades fetais.

Na amamentação:

  • A ocitocina pode ser encontrada no leite materno em pequenas quantidades. Porém, não se espera que a ocitocina cause efeitos nocivos em neonatos, uma vez que passa pelo trato alimentar onde sofre rápida inativação.
  • Outras considerações: A indução do parto por meio da ocitocina somente deverá ser efetuada quando estiver estritamente indicada por razões médicas e não por conveniência.
  • A ocitocina não deve ser usada por períodos prolongados em pacientes com inércia uterina resistente à ocitocina, toxemia pré-eclâmptica grave ou distúrbios cardiovasculares graves.
  • A ocitocina não deve ser administrada por infusão intravenosa em bolus, uma vez que pode causar hipotensão aguda de curta duração acompanhada de rubor e taquicardia reflexa.
  • A ocitocina deverá ser utilizada com cautela em pacientes com predisposição à isquemia miocárdica devido à doença cardiovascular pré-existente, para evitar alterações significantes na pressão arterial e frequência cardíaca nestes pacientes.
  • A ocitocina deve ser utilizada com cautela nos pacientes com conhecida síndrome do QT longo ou sintomas relacionados e nos pacientes em uso de medicamentos conhecidos por prolongar o intervalo QTc.
  • No caso de morte fetal intrauterina e/ou na presença de mecônio no líquido amniótico, deve-se evitar um trabalho de parto tumultuado, pois pode provocar embolia por líquido amniótico.
  • Como a ocitocina possui uma leve atividade antidiurética, a sua administração intravenosa prolongada em doses altas, junto com grandes volumes de líquido, como pode ocorrer no tratamento do abortamento inevitável ou incompleto com feto morto, ou no tratamento da hemorragia pósparto, pode provocar intoxicação hídrica associada à hiponatremia.
  • Recomenda-se cautela na administração de ocitocina à pacientes com insuficiência renal grave devido à possível retenção de água e possível acúmulo de ocitocina.