Oxicodona

Nomes comerciais:

  • Oxycontin®, Oxypynal®.

Apresentações:

  • Comprimido revestido de liberação prolongada: 10 mg, 20 mg e 40 mg.

Contraindicações:

  • Pacientes com alergia à oxicodona ou a qualquer outro componente da fórmula;
  • Em situações nas quais os opioides são contraindicados, como por exemplo, para pacientes com histórico de depressão respiratória e/ou insuficiência respiratória, asma brônquica severa;
  • Pacientes com hipóxia (diminuição da quantidade de oxigênio no sangue) ou hipercapnia (aumento do gás carbônico no sangue) aguda ou severa;
  • Pacientes acometidos ou que apresentem suspeita de íleo paralítico (problema no qual os movimentos contráteis normais da parede do intestino se detêm temporariamente);
  • Pacientes com doença pulmonar obstrutiva crônica severa;
  • Pacientes com cor pulmonale (insuficiência cardíaca, na qual há diminuição da capacidade do lado direito do coração, devido à doença pulmonar).

Eventos adversos:

  • Tontura, cefaleia, sonolência;
  • Constipação, náusea, vômito;
  • Prurido;
  • Diminuição do apetite;
  • Ansiedade, confusão, insônia, nervosismo, pensamento anormal, depressão;
  • Tremor, letargia;
  • Dispneia;
  • Dor abdominal, diarreia, boca seca, dispepsia;
  • Hiperidrose, rash;
  • Astenia, fadiga.

Na gestação:

  • Categoria de risco: B. A oxicodona atravessa a barreira placentária. Recém-nascidos cujas mães estejam recebendo oxicodona de forma crônica podem apresentar depressão respiratória e/ou outros sintomas de abstinência, após nascimento ou durante a lactação.

Na amamentação:

  • Baixas concentrações de oxicodona são detectadas no leite materno. Podem ocorrer sintomas de abstinência em lactentes, após a suspensão abrupta de qualquer analgésico opioide à mãe.

Uso por Sonda Nasogástrica/Nasoenteral

  • Outras considerações: A segurança e eficácia da oxicodona em pacientes menores de 18 anos não foram estabelecidas.
  • A depressão respiratória representa o principal risco de todos medicamentos com ação agonista opioide.
  • Deve-se ter cautela ao se prescrever oxicodona a pacientes idosos debilitados; pacientes com função pulmonar severamente comprometida; pacientes com função renal ou hepática comprometida; pacientes com mixedema, hipotireoidismo, doença de Addison, hipertrofia prostática, alcoolismo, psicose tóxica, delirium tremens, pancreatite, hipotensão, lesão craniana (devido a aumento do risco de pressão intracraniana) ou pacientes que estejam utilizando medicamentos inibidores da MAO.
  • Com o uso crônico, os pacientes podem desenvolver tolerância à oxicodona, podendo ser necessário aumento progressivo de dose para manutenção do controle da dor.
  • Em altas doses, pode ocorrer hiperalgesia, sem resposta a aumento adicional na dose de oxicodona.
  • A oxicodona, assim como todos opioides, pode agravar as convulsões em pacientes com transtornos convulsivos.
  • Pacientes com distúrbios de trato gastrintestinal, tais como câncer de esôfago ou câncer de cólon, com lúmen gastrintestinal reduzido apresentam maior risco de desenvolverem complicações (obstrução intestinal, ou exacerbação de diverticulite, situações que podem requerer intervenção médica para remoção do comprimido).
  • Em pacientes com quadros de abdômen agudo, a administração de qualquer analgésico opioide, dentre eles a oxicodona, pode mascarar o diagnóstico ou o curso clínico.
  • Não é aconselhável a utilização para uso pré-operatório nem no manejo da dor no período pós-cirúrgico imediato (nas primeiras 12 a 24 horas após a cirurgia).