Propranolol
Nomes comerciais:
- Propranolol®, Propalol®, Propramed®
Apresentações:
- Comprimido: 10 mg, 40 mg ou 80 mg.
Contraindicações:
- Pessoas com hipersensibilidade aos componentes do medicamento;
- Pacientes em choque cardiogênico;
- Risco de hipotensão (pressão arterial baixa) e bradicardia sinusal (batimentos cardíacos lentos);
- Presença de distúrbios graves na circulação arterial periférica;
- Pessoas com síndrome do nó sinoatrial;
- Pacientes com feocromocitoma não tratado (um tipo de tumor adrenal);
- Indivíduos com insuficiência cardíaca descompensada;
- Pessoas com angina de Prinzmetal (uma forma de angina de peito);
- Risco de acidose metabólica (desequilíbrio ácido-base no corpo);
- Após um período de jejum prolongado;
- Pacientes com bloqueio cardíaco de segundo ou terceiro grau;
- Histórico de asma brônquica ou broncoespasmo (contração dos músculos das vias respiratórias).
Eventos adversos:
- Sensação de cansaço excessivo e/ou fraqueza;
- Frequência cardíaca lenta, mãos e pés frios e ocorrência do fenômeno de Raynaud (diminuição do fluxo sanguíneo nos dedos das mãos e dos pés em resposta ao frio ou estresse);
- Problemas de sono, como dificuldade para dormir e pesadelos.
Na gestação:
- Categoria C: Uso com precaução.
Na amamentação:
- Amamentação não é recomendada após a administração.
Uso por Sonda Nasogástrica/Nasoenteral
- É permitido triturar o comprimido e diluí-lo em 10 mL de água filtrada. Nesse caso, é necessário interromper a alimentação, lavar a sonda, administrar o medicamento diluído, lavar novamente a sonda e retomar a alimentação normalmente.
Outras considerações:
- O Propranolol deve ser usado com cautela em pacientes que possuem bloqueio cardíaco de primeiro grau devido ao seu efeito negativo no tempo de condução do coração.
- Esse medicamento pode interferir com os sinais e sintomas de baixa glicemia, especialmente a taquicardia. Portanto, é necessário ter cuidado ao administrá-lo juntamente com terapias hipoglicêmicas em pacientes com diabetes. O Propranolol pode prolongar a resposta hipoglicêmica à insulina.
- O Propranolol pode mascarar os sintomas da tireotoxicose, uma condição caracterizada por uma produção excessiva de hormônios da tireoide.
- Se um paciente apresentar sintomas que possam ser atribuídos a uma frequência cardíaca baixa devido ao uso do Propranolol, a dose do medicamento pode ser reduzida.
- Em pacientes com doença cardíaca isquêmica, assim como outros betabloqueadores, o tratamento com Propranolol não deve ser interrompido abruptamente. Nesse caso, é possível substituir o Propranolol por outro betabloqueador em doses equivalentes ou reduzir gradualmente a dose do medicamento.
- O Propranolol pode causar uma reação alérgica mais grave a diversos alérgenos em pacientes que já tiveram uma reação anafilática a esses alérgenos. Esses pacientes podem não responder adequadamente às doses usuais de adrenalina utilizadas no tratamento de reações alérgicas.
- O Propranolol deve ser usado com cautela em pacientes com cirrose hepática descompensada.


