Rivaroxabana

Nomes comerciais:

  • Xarelto®, Rivaxa®

Apresentações:

  • Comprimido revestido: 2,5 mg, 10 mg, 15 mg ou 20 mg.

Contraindicações:

  • Reações de hipersensibilidade aos componentes do medicamento.
  • Não indicado para pacientes com doença hepática associada a distúrbios de coagulação.
  • Cautela em pacientes com discrasias sanguíneas (alterações nas células do sangue).
  • Contraindicado em casos de hemorragia ativa, seja no trato gastrointestinal ou cerebral.

Eventos adversos:

  • Possibilidade de sangramentos espontâneos ou pós-traumáticos, incluindo hemorragia ocular;
  • Ocorrência de sintomas gastrointestinais como náuseas, vômitos, pirose (azia), desconforto abdominal e diarreia;
  • Risco de hipotensão (pressão baixa) e formação de hematomas;
  • Sintomas de fadiga, sonolência, torpor, vertigem e cefaleia (dor de cabeça);
  • Possibilidade de febre e edema periférico (inchaço nas extremidades);
  • Ocorrência de dor nas extremidades;
  • Manifestações cutâneas como prurido (coceira), rash (erupção cutânea), equimose (manchas roxas), hemorragia cutânea e subcutânea;
  • Possibilidade de sangramento pelo nariz (epistaxe) e hemoptise (tosse com sangue);
  • Alterações laboratoriais, incluindo aumento das transaminases hepáticas e anemia.

Na gestação:

  • Contraindicado

Na amamentação:

  • Uso não recomendado. Interromper uso imediatamente.

Uso por Sonda Nasogástrica/Nasoenteral

  • O comprimido pode ser dissolvido em 50 mL de água e administrado em até 4 horas, a administração deve ser feita apenas por via nasogástrica, não sendo adequado para sondas nasoenterais, sonda gástrica deve ser lavada com água após a administração do medicamento, é importante administrar a dose imediatamente seguida por nutrição enteral.

Outras considerações:

  • Cautela ao administrar o medicamento em conjunto com outros fármacos que interferem na hemostasia, como anti-inflamatórios não esteroidais (AINEs), Ácido acetilsalicílico, inibidores da agregação plaquetária, antitrombóticos, inibidores seletivos da recaptação de serotonina (ISRSs) e inibidores da recaptação de serotonina e noradrenalina (IRSNs).
  • A coadministração de Rivaroxabana e AAS com AINEs deve ser feita somente quando os benefícios superarem os riscos de sangramento.
  • Qualquer queda inexplicável nos níveis de hemoglobina ou pressão arterial deve ser investigada para identificar a presença de sangramento.
  • Cautela ao administrar o medicamento a pacientes com peso corporal baixo (< 60 kg) quando coadministrado com AAS.
  • Risco de desenvolvimento de hematoma epidural ou espinhal, que pode resultar em paralisia prolongada, em pacientes submetidos à anestesia neuraxial (epidural/espinhal) ou punção espinhal durante o tratamento com antitrombóticos. Esse risco é maior quando se utiliza cateteres epidurais de demora ou quando há uso concomitante de outros medicamentos que afetam a coagulação.
  • Monitoramento frequente de sinais e sintomas de alteração neurológica, como torpor ou fraqueza das pernas, disfunção intestinal ou da bexiga. Diagnóstico e tratamento urgentes são necessários se forem observados déficits neurológicos.
  • O médico deve avaliar cuidadosamente os benefícios potenciais em relação aos riscos antes de realizar intervenções neuraxiais (epidural/espinhal) em pacientes anticoagulados ou que serão anticoagulados para a prevenção de complicações tromboembólicas.