Tartarato de metoprolol

Nomes comerciais:

  • Lopressor®, Seloken®, Miclox®, Betacris®, Beca®.


Apresentações:

  • Comprimidos revestidos de 100 mg;
  • Solução injetável: 1 mg/mL.


Contraindicações:

  • Tartarato de metoprolol é contraindicado em pacientes com hipersensibilidade ao metoprolol, aos demais componentes da fórmula ou a outros betabloqueadores. Na presença das seguintes patologias deve ser evitada a administração do metoprolol: bloqueio atrioventricular de grau II ou de grau III; insuficiência cardíaca não compensada instável e pacientes com terapia inotrópica contínua ou intermitente agindo através de agonista do beta receptor; bradicardia sinusal clinicamente relevante; síndrome do nó sino-atrial (a menos que o paciente possua marcapasso ativo); choque cardiogênico, e arteriopatia periférica grave.
  • O metoprolol não deve ser administrado em pacientes com suspeita de infarto agudo do miocárdio enquanto a frequência cardíaca for < 45 batimentos/minuto, ointervalo PQ for > 0,24 segundos ou a pressão sistólica for < 100 mmHg.


Eventos adversos:

  • Bradicardia, alterações posturais (muito raramente com síncope), mãos e pés frios, fenômeno de Raynaud e palpitações.
  • Fadiga, vertigem e cefaleia.
  • Náusea, dor abdominal, diarreia e constipação.
  • Dispneia de esforço.


Na gestação:

  • Categoria de risco: C. O tartarato de metoprolol não deve ser usado durante a gravidez a menos que seu uso seja considerado essencial. Em geral, os betabloqueadores reduzem a perfusão placentária, o que tem sido associado com retardo de crescimento, morte intrauterina, aborto e parto prematuro.


Na amamentação:

  • Se a mãe lactante for tratada com metoprolol em doses dentro da faixa terapêutica normal, a quantidade de metoprolol ingerida através do leite materno, entretanto, parece ser insignificante com relação ao efeito betabloqueador no lactente, no entanto, deve-se administrá-lo com cautela nesses casos.


Uso por Sonda Nasogástrica/Nasoenteral

  • Comprimido é permitido. Procedimento: triturar comprimido, diluir em 10 mL de água filtrada, pausar a dieta, lavar a sonda, administrar medicamento, lavar novamente a sonda e reiniciar dieta.

Outras considerações:

  • A administração intravenosa de antagonistas de cálcio do tipo verapamil não deve ser realizada em pacientes tratados com betabloqueadores.
  • Pacientes com doenças broncoespásticas, em geral, não devem receber betabloqueadores.
  • O tartarato de metoprolol deve ser usado com cautela em pacientes diabéticos. Há evidências de que o metoprolol pode diminuir a tolerância à glicose em pacientes diabéticos e, possivelmente, em indivíduos normais.
  • Em pacientes utilizando betabloqueadores, o choque anafilático manifesta-se com maior intensidade.
  • A estimulação simpática é um componente vital de suporte da função circulatória em pacientes com insuficiência cardíaca congestiva e os betabloqueadores possuem o risco potencial de depressão da contractilidade do miocárdio, podendo precipitar uma insuficiência cardíaca mais grave.
  • Muito raramente, uma alteração pré-existente da condução A-V de grau moderado pode ser agravada (levando, possivelmente, ao bloqueio A-V).
  • O tartarato de metoprolol pode agravar os sintomas de arteriopatia periférica, devendo ser usado com cautela nestas condições.
  • Se utilizado em pacientes com feocromocitoma, deve-se administrar concomitantemente um alfabloqueador.
  • O bloqueio beta-adrenérgico pode mascarar certos sinais clínicos de hipertireoidismo (ex.: taquicardia). Pacientes suspeitos de apresentarem tireotoxicoses devem ser controlados cuidadosamente para evitar interrupção abrupta do bloqueio beta, o que pode precipitar uma descompensação do quadro.