Cloranfenicol

Nomes comerciais:

  • Arifenicol®, Visalmin®, Neo Fenicol®, Quemicetina Arifenicol®, Visalmin®, Neo Fenicol®, Quemicetina®, Feniclor®, Feniclor®, Vixmicina®. 


Apresentações:

  • Pó injetável (IV): 1.000 mg + ampola diluente com 5 mL.

  • Comprimido: 250 mg ou 500 mg 


Posologia:

  • Considerações para o uso na febre maculosa:

    • O Cloranfenicol, por ter eficácia considerada inferior à observada em relação à Doxiciclina para o tratamento de infecções por R. rickettsii, figura como segunda opção, podendo vir a ser utilizado nas situações em que não seja possível o uso da Doxiciclina.

    • No Brasil, o cloranfenicol vem sendo mais comumente utilizado para o tratamento de gestantes com suspeita de febre maculosa.

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  • Febre maculosa (adultos):

    • Via oral: 500 mg de 6/6 horas, até 3 dias após desaparecimento da febre e melhora clínica.

    • Intravenoso: 1g IV bolus lento de 6/6 horas, até recuperação da consciência e melhora clínica. Após, transicionar para via oral 500mg de 6/6h por mais 7 dias ou até 3 dias após desaparecimento da febre (o que for mais longo).

    • Diluição e administração IV: o pó deve ser reconstituído com 5 mL de água para injetáveis. A solução deve ser administrada lentamente por via intravenosa, nunca em menos de 1 minuto.

  • Febre maculosa (crianças ou < 45 kg):

    • Via oral: 12,5 a 25 mg/kg de 6/6 horas, até 3 dias após desaparecimento da febre e melhora clínica (50 a 100 mg/kg/dia - máx 2g/dia).

    • Intravenoso: 12,5 a 25 mg/kg de 6/6 horas, até recuperação da consciência e melhora clínica (50 a 100 mg/kg/dia - máx 2g/dia). Após, transicionar para via oral 12,5 a 25 mg/kg de 6/6 horas por mais 7 dias ou até 3 dias após desaparecimento da febre (o que for mais longo).

    • Diluição e administração IV: o pó deve ser reconstituído com 5 mL de água para injetáveis. A solução deve ser administrada lentamente por via intravenosa, nunca em menos de 1 minuto.

  • Ajuste em insuficiência renal:

    • O uso deve ser evitado em pacientes com insuficiência renal grave. Em casos onde o uso é necessário, a dose deve ser reduzida e o nível sérico monitorado.

  • Ajuste em insuficiência hepática:

    • Deve-se evitar o uso em pacientes com insuficiência hepática. Se for necessário, reduzir as doses e monitorar o paciente.


Classe:

  • Antibiótico bacteriostático.


Indicações:

  • Febre tifoide; Meningoencefalite; Ricketsioses; Actinomicose; Antrax; Antrax inalatório; Brucelose;Granuloma inguinal;Treponematoses;Peste; 

  • Sinusites;Otite crônica supurativa.

  • Infecções por Haemophilus influenzae, principalmente tipo B: meningites, septicemia, otites, pneumonias, epiglotites, artrites, osteomielites, etc;

  • Salmoneloses invasivas (inclusive osteomielite e sepsis);

  • Meningites bacterianas causadas por Streptococcus ou Meningococcus, em pacientes alérgicos à penicilina;

  • Infecções por pseudomonas pseudomallei;

  • Abscessos cerebrais por Bacteroides fragilis e outros microrganismos sensíveis;

  • Infecções intra-abdominais (principalmente por microrganismos anaeróbicos);


Contraindicações:

  • Hipersensibilidade ao cloranfenicol ou derivados.

  • Pacientes com depressão medular, discrasias sanguíneas, insuficiência hepática ou utilizando antineoplásicos ou radioterapia.


Efeitos adversos:

  • Comuns: Depressão da medula óssea, náuseas, vômitos​.

  • Graves: Anemia aplástica, síndrome cinzenta em recém-nascidos.


Gestação:

  • Categoria C: Não é recomendado o uso durante a gravidez, especialmente nas últimas semanas, devido ao risco de síndrome cinzenta no recém-nascido.


Aleitamento:

  • O cloranfenicol é excretado no leite materno e pode causar depressão medular ou síndrome cinzenta no lactente. O uso durante a amamentação não é recomendado​.


Fontes:

  • Bula do profissional de Saúde. Arifenicol®. Blau Farmacêutica S.A​. (publicado em 11/04/2017).

  • Chloramphenicol Pharmacokinetics in Infants Less Than Three Months of Age in the Philippines and the Gambia. Weber MW, Gatchalian SR, Ogunlesi O, et al. The Pediatric Infectious Disease Journal. 1999;18(10):896-901.

  • Febre maculosa : aspectos epidemiológicos, clínicos e ambientais / Ministério da Saúde, Secretaria de Vigilância em Saúde, Departamento de Imunização e Doenças Transmissíveis. – Brasília : Ministério da Saúde, 2022.