Colelitíase

CID-10: K80 - Colelitíase

Outros temas:

Introdução

  • A colelitíase é a presença de cálculos na vesícula biliar, formados predominantemente por colesterol supersaturado na bile, associado a hipomotilidade vesicular e núcleos de cristalização em matriz de mucina [1][4]. Cálculos pigmentares pretos (bilirrubinato de cálcio) associam-se a hemólise crônica e cirrose; cálculos pigmentares castanhos associam-se a infecção biliar ou parasitária e predominam nos ductos [1][4].

  • A prevalência estimada é de 10% a 20% da população adulta ocidental, aumentando com a idade e predominando em mulheres [2][3]. Nos Estados Unidos, mais de 25% das mulheres acima de 60 anos têm cálculos biliares [4]. Cerca de 60% a 80% dos portadores permanecem assintomáticos ao longo da vida; a taxa de conversão para sintomático é de 2% a 6% ao ano nos primeiros 5 anos e de 1% a 3% ao ano depois, com incidência cumulativa de dor biliar de 15% a 26% em 10 anos [3]. A colecistite aguda é a complicação mais frequente, ocorrendo em cerca de 10% dos pacientes com cálculo sintomático [2].

  • Fatores de risco:

    • Sexo feminino, idade acima de 40 anos, obesidade e multiparidade [1]

      • "5 Fs" da fonte: female, forty, fat, fertile, fair)

        • Female (sexo feminino)

        • Forty (idade ao redor de 40 anos ou mais)

        • Fat (obesidade)

        • Fertile (multiparidade/fertilidade)

        • Fair (pele clara/ascendência)

    • Diabetes tipo 2 e dislipidemia [1]; dieta hipercalórica, pobre em fibras e sedentarismo [3]

    • Perda de peso rápida (dieta hipocalórica ou cirurgia bariátrica) [2][3]

    • Uso de estrogênio, progesterona, octreotida ou agonistas do GLP-1 [3]

    • Predisposição genética, incluindo variantes do gene ABCB4 em cálculo recorrente antes dos 40 anos [3]

🔑 Pontos-chave:

  • Dor em hipocôndrio direito com mais de 5 horas de duração, febre e sinal de Murphy indicam colecistite aguda, não cólica biliar simples, e mudam a conduta imediata

  • O momento ideal da colecistectomia na colecistite aguda diverge entre diretrizes; não há motivo médico para postergar além do necessário em paciente apto à cirurgia

  • Pólipo vesicular maior ou igual a 1 cm, cálculo maior que 3 cm ou vesícula em porcelana indicam colecistectomia mesmo em paciente assintomático, pelo risco de câncer de vesícula

  • Esferocitose hereditária e anemia falciforme com cálculo assintomático indicam colecistectomia no momento da esplenectomia ou de outra cirurgia abdominal

  • Colecistectomia profilática não é indicada na maioria dos cálculos assintomáticos; o risco cirúrgico supera o benefício fora dos critérios de alto risco

  • Dissolução oral com ácido ursodesoxicólico e litotripsia extracorpórea não são alternativas eficazes à colecistectomia no cálculo sintomático

  • Sintomas inespecíficos como dispepsia, distensão e flatulência não são indicação de colecistectomia e costumam persistir mesmo após a cirurgia

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🎯 Fluxograma de manejo

Fluxograma de Manejo da Colelitíase: o fluxo parte da suspeita clínica de dor em hipocôndrio direito ou epigástrio, pós-prandial, ou de achado incidental de cálculo, seguindo para a solicitação de ultrassonografia abdominal associada a hemograma, bilirrubina, transaminases, fosfatase alcalina e lipase. Uma decisão verifica se a ultrassonografia é conclusiva e sem suspeita de coledocolitíase, colangite, síndrome de Mirizzi ou câncer de vesícula associado: se não, solicita-se tomografia computadorizada, ressonância magnética com colangiorressonância e/ou ultrassonografia endoscópica; se sim, segue-se para avaliar se o quadro é sintomático, caracterizado por dor biliar característica: se não, a conduta é observação, com colecistectomia reservada apenas a critérios de alto risco detalhados na tabela anexa; se sim, avalia-se a presença de critérios de colecistite aguda, combinando sinal clínico local, resposta inflamatória sistêmica e achado de imagem compatível. Se os critérios de colecistite aguda estiverem ausentes, configurando cólica biliar, a conduta é analgesia da crise com diclofenaco sódico 75 mg IM (podendo repetir uma vez) ou escopolamina 20 a 40 mg IV, IM ou SC, seguida de colecistectomia eletiva o quanto antes, com a ressalva de que a dissolução oral com ácido ursodesoxicólico é alternativa restrita a casos muito selecionados de alto risco cirúrgico. Se os critérios de colecistite aguda estiverem presentes, a conduta inicia com suporte geral (hidratação IV, jejum e analgesia) seguido de antibioticoterapia conforme a gravidade, com a ressalva de que a EASL dispensa antibiótico de rotina na colecistite leve não complicada; a partir daí, classifica-se a gravidade segundo a JSGE em três vias: leve, com colecistectomia laparoscópica precoce ou eletiva; moderada, com colecistectomia precoce ou, alternativamente, drenagem vesicular seguida de colecistectomia eletiva; e grave, com suporte de órgãos associado a drenagem vesicular, colecistectomia eletiva após controle do quadro, ou preservação da vesícula se o performance status for desfavorável, com a ressalva de que o momento da colecistectomia diverge entre diretrizes (EASL até 72 horas, Lammert até 24 horas), devendo-se evitar a cirurgia entre o sétimo e o quadragésimo quinto dia caso a abordagem precoce não seja possível. Uma tabela anexa detalha as indicações de colecistectomia em pacientes assintomáticos: cálculo único maior que 3 cm, vesícula em porcelana (sobretudo com calcificação salpicada), pólipo maior ou igual a 1 cm com ou sem cálculo associado, pólipo entre 6 e 10 mm associado a cálculo (a considerar, sobretudo se em crescimento), pólipo menor ou igual a 5 mm (não indicada, apenas seguimento ultrassonográfico), colangite esclerosante primária associada (EASL indica em qualquer tamanho de pólipo; Lammert a partir de 8 mm ou em crescimento), ressecção oncológica gástrica ou esofágica com linfadenectomia sistemática, procedimento disabsortivo maior no intestino delgado, esferocitose hereditária ou anemia falciforme (indicada no momento da esplenectomia ou de outra cirurgia abdominal), e cirurgia bariátrica em Y de Roux (não rotineira, podendo ser considerada se já realizada a reconstrução). A legenda de abreviações esclarece USG (ultrassonografia), TC (tomografia computadorizada), RM (ressonância magnética), IV (intravenoso), IM (intramuscular), SC (subcutâneo), EASL (European Association for the Study of the Liver) e JSGE (Japanese Society of Gastroenterology). Fonte: adaptado de Fujita et al. (JSGE Guidelines 2021); EASL Clinical Practice Guidelines on Gallstones (2016); Lammert & Wittenburg (2024); Jones et al., StatPearls (2026); GPMED — Colelitíase.

Quadro clínico

  • Cólica biliar:

    • Dor em hipocôndrio direito ou epigástrio, de início súbito ou progressivo, com irradiação para dorso ou escápula direita [2]

    • Desencadeada por refeição gordurosa, com duração maior que 15 a 30 minutos [2]

    • Náuseas e vômitos associados [2][4]

    • Duração maior que 5 horas sugere colecistite aguda em vez de cólica simples [2]

  • Colecistite aguda:

    • Dor contínua e progressiva em hipocôndrio direito

    • Fonte EASL: duração maior que 5 horas [2]

    • Fonte Lammert: duração maior que 6 horas [3]

    • Febre e sinal de Murphy (dor à palpação em inspiração profunda) [2][3]

    • Leucocitose e proteína C-reativa elevada [2]

Diagnóstico

  • Ultrassonografia abdominal é o exame de escolha, com sensibilidade acima de 95% para cálculo vesicular [2][3]

  • Diagnóstico de colecistite aguda combina três eixos [1]:

    • Sinal clínico local: sinal de Murphy, dor abdominal alta espontânea, massa ou dor à palpação

    • Sinal inflamatório sistêmico: febre, proteína C-reativa elevada, leucocitose

    • Achado de imagem: distensão vesicular, espessamento da parede (>4 mm), sinal de Murphy ultrassonográfico, líquido pericolecístico

    • Sinal clínico local associado a sinal inflamatório sistêmico e achado de imagem (A+B+C) confirma colecistite aguda; sinal clínico local associado a sinal inflamatório sistêmico sem achado de imagem confirmatório (A+B) define suspeita, com reavaliação [1]

  • Indicação de exame adicional (TC, RM/colangiorressonância, ultrassonografia endoscópica) [1][2]:

    • USG inconclusivo ou vesícula mal visualizada

    • Suspeita de coledocolitíase, colangite associada, síndrome de Mirizzi ou cálculo de confluência

    • Suspeita de câncer de vesícula associado

  • Provas de função hepática e lipase costumam ser normais na colelitíase não complicada; alteração sugere coledocolitíase, colecistite ou pancreatite associadas [2]

Tratamento

Cálculo SINTOMÁTICO:

  • Cólica biliar

    • Tratamento definitivo:

      • Colecistectomia videolaparoscópica

        • É a conduta preferencial, realizada o quanto antes, sem motivo médico para postergar em paciente apto à cirurgia;

        • Cerca de metade dos pacientes apresenta cólica recorrente e o risco de complicação é de 0,5% a 3% ao ano sem cirurgia [2]

        • Sintomas inespecíficos (dispepsia, distensão, flatulência) persistem após a colecistectomia em até 1 a cada 3-4 pacientes; a decisão de operar deve se basear em dor biliar característica, não em sintomas inespecíficos [2]

      • Alternativa não cirúrgica (dissolução oral):

        • As diretrizes divergem na recomendação.

          • Fonte EASL: não recomendada, isolada ou associada a litotripsia extracorpórea, pela alta taxa de recidiva em longo prazo e pela falta de efeito sobre sintomas e complicações (evidência moderada, recomendação forte) [2]

          • Fonte Lammert: pode ser considerada em casos selecionados de alto risco cirúrgico, com cálculos de colesterol múltiplos, radiotransparentes (não calcificados) e menores que 5 a 10 mm, em vesícula com boa contratilidade (considerada adequada se o volume da vesícula reduzir mais de 60% após estímulo alimentar à ultrassonografia) [3]

        • Ácido ursodesoxicólico (Ursacol®) comprimido 50 mg / 150 mg / 300 mg

          • Dose: 10 mg/kg/dia (máx 600-1.200mg/dia), divididos em 2 a 3x ao dia. [3]

          • Monitoramento: ultrassom abdominal a cada 6 a 12 meses para avaliar a resposta ao tratamento de dissolução.

          • Manter por pelo menos 6 meses após a ultrassonografia demonstrar a depuração dos cálculos biliares.

          • O tratamento não deve superar 2 anos de duração.

  • Analgesia da crise:

    • Diclofenaco sódico (Voltaren®) solução injetável 75 mg/3 mL

      • 75 mg IM profundo, podendo repetir 1 vez após intervalo de algumas horas em casos graves; dose máxima 150 mg/dia; não usar por mais de 2 dias consecutivos [2][6]

    • Escopolamina butílica (Buscopan®) ampola 20 mg/mL ou drágea 10 mg

      • Injetável (IV, IM ou SC): 20 a 40 mg (1 a 2 ampolas), podendo repetir; dose máxima diária 100 mg [5]

      • Oral: 10 a 20 mg, 3 a 5 vezes ao dia [5]

    • Considerações

      • Diclofenaco tem eficácia analgésica superior ao antiespasmódico isolado na cólica biliar e reduz o risco de evolução para colecistite aguda durante a crise [2]

      • Opioide (ex.: buprenorfina) é reservado a dor intensa refratária, sem dose padronizada nas diretrizes consultadas [2]

      • Contraindicar anti-inflamatório não esteroidal em alergia prévia, disfunção renal ou sangramento digestivo ativo [2]

Cálculo ASSINTOMÁTICO:

  • Observação é a conduta padrão [2]

  • Colecistectomia é indicada apenas nos critérios de alto risco listados: [1][2][3]

    • Cálculo único maior que 3 cm [1][3]

    • Vesícula em porcelana, sobretudo com calcificação salpicada em vez de homogênea [1][2][3]

    • Pólipo vesicular:

      • Maior ou igual a 1 cm, com ou sem cálculo associado: indicado independente de sintomas [1][2][3]

      • Entre 6 e 10 mm, associado a cálculo: considerar, sobretudo se em crescimento [2]

      • Menor ou igual a 5 mm: não indicado; seguimento ultrassonográfico [2]

      • Colangite esclerosante primária associada:

        • Fonte EASL: indicado independente do tamanho do pólipo [2]

        • Fonte Lammert: indicado a partir de 8 mm, ou pólipo menor em crescimento [3]

    • Ressecção oncológica de estômago ou esôfago com linfadenectomia sistemática [3]

    • Procedimento disabsortivo maior no intestino delgado [3]

    • Esferocitose hereditária ou anemia falciforme, no momento da esplenectomia ou de outra cirurgia abdominal, para evitar dúvida diagnóstica em crise falcêmica [2]

    • Cirurgia bariátrica (bypass em Y de Roux): colecistectomia profilática concomitante não é rotineiramente indicada; pode ser considerada em paciente assintomático já submetido à reconstrução em Y de Roux [2][3]

Colelitíase na gestação

  • Colecistectomia videolaparoscópica pode ser realizada em qualquer trimestre quando a indicação for urgente [2]

  • Segundo trimestre é o mais seguro para colecistectomia eletiva; no terceiro trimestre a indicação é mais restrita, pelo útero volumoso e maior risco de induzir trabalho de parto [2]

  • Colecistectomia na colecistite aguda associa-se a menor risco de desfecho gestacional adverso em relação à conduta conservadora, em todos os trimestres, com maior benefício relativo no terceiro trimestre [3]

  • Lama biliar ou cálculo assintomático na gestação não são tratados; ácido ursodesoxicólico não tem indicação de profilaxia nesse cenário [2]

Indicações de colecistectomia em assintomáticos

Colecistectomia profilática não é indicada de rotina em cálculo vesicular assintomático [2]. É considerada nas seguintes situações, pelo risco aumentado de câncer de vesícula ou de complicação:

  • Cálculo único maior que 3 cm [1][3]

  • Vesícula em porcelana, sobretudo com calcificação salpicada em vez de homogênea [1][2][3]

  • Pólipo vesicular:

    • Maior ou igual a 1 cm, com ou sem cálculo associado: indicado independente de sintomas [1][2][3]

    • Entre 6 e 10 mm, associado a cálculo: considerar, sobretudo se em crescimento [2]

    • Menor ou igual a 5 mm: não indicado; seguimento ultrassonográfico [2]

    • Colangite esclerosante primária associada:

      • Fonte EASL: indicado independente do tamanho do pólipo [2]

      • Fonte Lammert: indicado a partir de 8 mm, ou pólipo menor em crescimento [3]

  • Ressecção oncológica de estômago ou esôfago com linfadenectomia sistemática [3]

  • Procedimento disabsortivo maior no intestino delgado [3]

  • Esferocitose hereditária ou anemia falciforme, no momento da esplenectomia ou de outra cirurgia abdominal, para evitar dúvida diagnóstica em crise falcêmica [2]

  • Cirurgia bariátrica (bypass em Y de Roux): colecistectomia profilática concomitante não é rotineiramente indicada; pode ser considerada em paciente assintomático já submetido à reconstrução em Y de Roux [2][3]

Prevenção

  • Medidas gerais:

    • Atividade física regular, acima de 10 MET-horas por semana (equivalente a 2 a 3 horas de corrida ou ciclismo), reduz o risco de cálculo em 20% a 40% [3]

    • Evitar jejum prolongado e perda de peso maior que 1,5 kg por semana [3]

  • Perda de peso rápida (dieta muito hipocalórica ou cirurgia bariátrica):

    • Ácido ursodesoxicólico (Ursacol®) comprimido 50 mg / 150 mg / 300 mg

      • 500 a 600 mg/dia, mantido até estabilização do peso [2][3]

    • Considerações

      • Indicado nessa situação pelo risco aumentado de formação de cálculo de colesterol; após cirurgia bariátrica, manter por 6 meses de pós-operatório [3]

Complicações

  • Empiema, gangrena ou perfuração vesicular: ocorrem em 10% a 30% dos casos de colecistite aguda não conduzida precocemente [2]

  • Fístula biliodigestiva, geralmente colecistoduodenal; pode causar íleo biliar se o cálculo migrado for grande [3][4]

  • Lesão de via biliar durante colecistectomia: cerca de 0,4% dos casos [1]

  • Cálculo residual ou recidivante no colédoco ou ducto cístico após colecistectomia [1]

  • Síndrome pós-colecistectomia: dor abdominal persistente sem lesão estrutural identificável [2]

💊 Como prescrever?

Analgesia na cólica biliar: [2][5][6]

  • Parenteral:

    • Diclofenaco sódico (Voltaren®) solução injetável 75 mg/3 mL

      • 75 mg IM profundo, podendo repetir 1 vez após intervalo de algumas horas em casos graves;

      • Dose máxima 150 mg/dia; não usar por mais de 2 dias consecutivos

    • Dipirona + Escopolamina (Buscopan® composto) 2,5g/5ml+20mg/5ml

      • Aplicar 1 amp (2,5g+20mg) de 12/12h, IV bolus lento (max 3 amp por dia).

      • Alternativas:

        • Escopolamina butílica (Buscopan®) ampola 20 mg/mL

          • 20 a 40 mg (1 a 2 ampolas) IV, IM ou SC, podendo repetir; dose máxima diária 100 mg

        • Dipirona sol. inj. 1g/2ml

          • Aplicar 1 amp (1g) de 6/6h, IV ou IM, se dor (max 4g por dia)

  • Via oral:

    • Diclofenaco comp. 50mg

      • Tomar 1 cp de 8/8h (max 150mg por dia), por 2 dias

    • Dipirona + Escopolamina comp. 250+10mg

      • Tomar 1 cp de 6/6h, se dor (máx 2 cp de 6/6h)

      • Alternativas:

        • Dipirona comp. 500mg ou 1g

          • Tomar 1 cp de 6/6h, se dor (max 4g por dia)

        • Escopolamina comp. 10mg

          • Tomar 1 cp de a cada 6-8h, se cólica (máx 2 cp de 6/6h)

Dissolução de cálculos / profilaxia: [2][3]

  • Ácido ursodesoxicólico (Ursacol®) comprimido 50 mg / 150 mg / 300 mg

    • Prevenção em perda de peso rápida: 500 a 600 mg/dia, mantido até estabilização do peso

    • Dissolução em caso selecionado de alto risco cirúrgico, cálculo pequeno não calcificado e vesícula com boa contratilidade: mínimo de 10 mg/kg/dia

Colecistite aguda: [7][8][9]

Referências

[1] FUJITA, Naotaka; YASUDA, Ichiro; ENDO, Itaru; et al. Evidence-based clinical practice guidelines for cholelithiasis 2021. Journal of Gastroenterology, v. 58, p. 801-833, 2023. Disponível em: https://doi.org/10.1007/s00535-023-02014-6.

[2] EUROPEAN ASSOCIATION FOR THE STUDY OF THE LIVER (EASL). EASL Clinical Practice Guidelines on the prevention, diagnosis and treatment of gallstones. Journal of Hepatology, v. 65, p. 146-181, 2016. Disponível em: https://doi.org/10.1016/j.jhep.2016.03.005.

[3] LAMMERT, Frank; WITTENBURG, Henning. Gallstones: Prevention, Diagnosis, and Treatment. Seminars in Liver Disease, v. 44, n. 3, p. 394-404, 2024. Disponível em: https://doi.org/10.1055/a-2378-9025.

[4] JONES, Mark W.; WEIR, Connor B.; MARIETTA, Mia. Gallstones (Cholelithiasis). In: StatPearls [Internet]. Treasure Island (FL): StatPearls Publishing, 2026. Disponível em: https://www.ncbi.nlm.nih.gov/books/NBK459370/. Acesso em: 11 set. 2026.

[5] BOEHRINGER INGELHEIM DO BRASIL. Bula do profissional de saúde: Buscopan (butilbrometo de escopolamina). Disponível em: https://www.buscopan.com.br/assets/files/bula-buscopan.pdf. Acesso em: 12 set. 2026.

[6] NOVARTIS BIOCIÊNCIAS S.A. Bula do profissional de saúde: Voltaren (diclofenaco sódico) solução injetável. Disponível em: https://portal.novartis.com.br/medicamentos/. Acesso em: 12 set. 2026.

[7] EUROFARMA LABORATÓRIOS S.A. Bula do profissional de saúde: ceftriaxona sódica pó para solução injetável. Disponível em: https://eurofarma.com.br/produtos/bulas/. Acesso em: 12 set. 2026.

[8] HALEX ISTAR INDÚSTRIA FARMACÊUTICA S.A. Bula do profissional de saúde: metronidazol solução injetável. Disponível em: https://halexistar.com.br/. Acesso em: 12 set. 2026.

[9] VIATRIS (MYLAN). Bula do profissional de saúde: piperacilina sódica + tazobactam sódico pó para solução injetável. Disponível em: https://www.viatris.com.br/. Acesso em: 12 set. 2026.

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