Síndrome de realimentação
Definição
Condição na qual ocorrem graves distúrbios hidroeletrolíticos decorrentes da reintrodução do suporte nutricional (oral, enteral ou parenteral) em um paciente desnutrido.
Pacientes sob risco de desenvolver a síndrome
Critérios da National Institute for Health and Care Excellence (NICE).
- Paciente com um ou mais dos seguintes (risco grave):
- IMC menor que 16 kg/m2 ;
- perda de peso não intencional maior que 15% do peso corpóreo entre os últimos 3 a 6 meses;
- mínima ou nenhuma nutrição por mais de 10 dias;
- baixos níveis de fósforo, potássio e magnésio antes da alimentação;
- Paciente com dois ou mais dos seguintes (risco moderado):
- IMC menor que 18,5 kg/m2 ;
- perda de peso não intencional maior que 10% do peso corpóreo entre os últimos 3 a 6 meses;
- mínima ou nenhuma nutrição por mais de 5 dias;
- histórico de abuso de álcool ou drogas, incluindo insulina, quimioterapia, antiácidos e diuréticos.
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Tratamento
Correção de distúrbios hidroeletrolíticos e glicêmicos
- ir para “Hipocalemia”
- ir para “Hiponatremia”
- ir para “Hipoglicemia” (atenção para síndrome de Wernick)
Reposição de vitaminas
- Tiamina sol inj 100mg/1ml
- Aplicar 1 amp (100mg) + 100ml SG5%, IV de 8/8h, por pelo menos 10 dias.
- Complexo B comp.3,0 mg + 2,0 mg + 5,45 mg + 2,0 mg + 20,0 mg
- Tomar 1 cp de 8/8h, por pelo menos 10 dias.
- Polivitamínico comprimidos
- Tomar conforme orientação em bula específica, por pelo menos 10 dias.
- Risco moderado: iniciar com 30 ml/kg/dia até o 3º dia, e após 35 ml/kg/dia.
- Risco grave: iniciar com 20-25 ml/kg/dia até o 3º dia, e após 25-30 ml/kg/dia até o 6º dia, e após 35 ml/kg/dia.
Reposição de fluidos
Retorno de dieta cauteloso e gradual
- Pacientes em risco moderado (> 5 dias sem alimentação adequada)
- Não ofertar mais do que 50% das necessidades diárias, com progressão lenta.
- Paciente de alto risco
- Iniciar com 10 Kcal/kg/dia, podendo chegar à meta da dieta entre o quarto e o sétimo dia
- Extremamente desnutridos (IMC < 14 ou mais de 2 semanas sem alimentação)
- iniciar com 5 Kcal/kg/dia, com monitorização cardiológica devido ao risco de arritmias
Referências complementares
Sakai AF, Costa NC. Síndrome de realimentação: da fisiopatologia ao manejo. Rev Fac Ciênc Méd Sorocaba. 2018;20(2):70-2. DOI: 10.23925/1984-4840.2018v20i2a2
Universidade Federal da Paraíba e Hospital Universitário Lauro Wanderley. Protocolo: Síndrome de Realimentação no Adulto e Idoso.


