Fobia específica

Considerações

  • É um transtorno de ansiedade caracterizado por medo significativo e desproporcional em relação a um objeto ou situação. 

  • Estímulos desencadeantes mais comuns: animais, insetos, altura, água, lugares fechados, dirigir, voar de avião, tempestades, procedimentos médicos/odontológicos e contato com sangue.

Não medicamentoso

  • A Terapia Cognitivo Comportamental (TCC) é a primeira linha de tratamento.

  • Normalmente não é recomendado a combinação da TCC com o uso de benzodiazepínicos devido a interferência dessas medicações no engajamento do paciente durante a terapia de exposição, devido a necessidade/dependência da medicação sempre que estiver diante do estímulo.

Seja plus e torne seu dia mais
prático e seguro!
Acesse ao conteudo completo

Medicamentoso

  • Diazepam comp. 5mg ou 10mg

    • Tomar ½ a 1 cp (de 5 mg) 30 minutos antes do estímulo desencadeante.

    • Farmacocinética:

      • Início de ação: 15-30 minutos

      • Meia-vida: 50 a 100 horas


  • Lorazepam comp. 1mg ou 2mg

    • Tomar ½ a 1 cp (de 1 mg) 30 minutos antes do estímulo desencadeante.

    • Farmacocinética:

      • Início de ação: 30 min

      • Meia-vida: 10 a 14 horas (extended release: 13-27h)


  • Clonazepam comp. 0,25mg (sublingual) ou 0,5mg ou 2mg

    • Tomar 1 cp (de 0,25 mg) 60 minutos antes do estímulo desencadeante.

    • Farmacocinética:

      • Início de ação: 60 minutos

      • Meia-vida: 30 a 40 horas (efeito clínico permanece em até 8-12h)


  • Bromazepam comp. 3mg ou 6mg

    • Tomar ½ a 1 cp (de 5 mg) 60-90 minutos antes do estímulo desencadeante.

    • Farmacocinética:

      • Início de ação: 1 hora

      • Meia-vida: 8 a 20 horas


  • Alprazolam comp. 0,25mg ou 0,5mg ou 1mg ou 2mg

    • Tomar 1 cp (de 0,25 mg) 60-90 minutos antes do estímulo desencadeante.

    • Farmacocinética:

      • Início de ação: 1 hora

      • Meia-vida: 11 a 15 horas (insuf. hepática: 20h / obesidade: 22h)


  • Qual escolher?

    • Nos casos em que a duração do estímulo é maior, é recomendado se utilizar benzodiazepínicos de ação mais longa e com início de ação mais lento (por exemplo, Clonazepam), a fim de reduzir o risco de transtorno por abuso de substâncias. 

    • Por outro lado, nos casos em que é esperado que o estímulo tenha uma curta duração (p. ex. um vôo curto), pode-se usar um benzodiazepínico com início de ação mais curto (por exemplo, Lorazepam), para limitar a duração de possíveis eventos adversos (sedação, incapacidade motora).


  • Quando considerar terapia com benzodiazepínicos?

    • Indivíduos que são resistentes em se submeter à TCC.

    • Estímulo fóbico é encontrado com pouca frequência e é inevitável.

    • TCC está indisponível a curto prazo.

    • Ausência de resposta com a TCC.


  • Considerações importantes:

    • É prudente orientar o paciente a realizar uma dose teste da medicação antes de usá-la para a situação fóbica propriamente dita, a fim de evitar sedação excessiva em uma situação vulnerável. Além disso, deve-se evitar o consumo de álcool e dirigir veículos.

    • O paciente deve ser orientado que o uso de benzodiazepínicos pode aumentar a ansiedade em eventuais exposições futuras com o estímulo desencadeante. Portanto, uma vez tomada a decisão de usar um benzodiazepínico, o paciente provavelmente precisará desse medicamento todas as vezes. Portanto, a decisão de iniciar benzodiazepínicos requer uma avaliação risco/benefício juntamente com o paciente.

Referências

  • Fobia específica: passo a passo de uma intervenção bem-sucedida. Revista Brasileira de Terapias Cognitivas 2011.

  • Combined Pharmacotherapy and Cognitive-Behavioral Therapy for Anxiety Disorders: Medication Effects, Glucocorticoids, and Attenuated Treatment Outcomes. Clin Psychol (New York). 2010.

  • Treatment of specific phobia in adults. Clin Psychol Rev 2007.

  • Pharmacological treatments for panic disorder, generalized anxiety disorder, specific phobia, and social anxiety disorder. In: A guide to treatments that work. Oxford University Press, New York 2007.

Autoria e Curadoria

As informações contidas nesta página são de autoria da Equipe Editorial Médica do GPMED, composta por médicos especialistas de diversas áreas. Todo o conteúdo é estruturado rigorosamente com base em fontes bibliográficas de alto impacto e nas diretrizes oficiais vigentes, seguindo os preceitos da Medicina Baseada em Evidências. Nosso compromisso é oferecer ao médico uma base de consulta técnica, confiável e chancelada por profissionais experientes, garantindo máxima segurança no suporte à decisão clínica.