Herpes genital

Considerações

  • O vírus do herpes simples é comumente associado a lesões de membranas mucosas e pele, ao redor da cavidade oral (herpes orolabial) e da genitália (herpes anogenital ou herpes genital). 

  • Há dois tipos de vírus: 

    • Tipo 1: responsável por infecções na face e tronco

    • Tipo 2: relacionado às infecções na genitália e de transmissão geralmente sexual

  • O diagnóstico é eminentemente clínico. No entanto, o laboratório pode auxiliar nos casos atípicos. 

    • O método usualmente utilizado é a citodiagnose de Tzanck. As técnicas sorológicas também podem ser realizadas, como a imunofluorescência e o teste enzimático, além do PCR.

  • A administração do antiviral deve ser instituída tão cedo quanto possível, após o surgimento da infecção. O tratamento proporciona melhores resultados se for iniciado assim que apareçam as erupções cutâneas.

Tratamento do primeiro episódio

Esquema:

  • Aciclovir OU valaciclovir

Aciclovir comp. 200mg ou 400mg

  • Tomar 1 cp de 200mg, a cada 4 horas, omitindo-se a dose da madrugada (5x ao dia). Exemplo: tomar nos seguintes horários: 7h, 11h, 15h, 19h, 23h, 7h...
  • O tratamento deve ter a duração de 5 a 10 dias.
  • Em imunodeprimidos, a dose pode ser duplicada.
Valaciclovir comp. 500mg
  • Tomar 2 cp (1g) de 12/12h.
  • O tratamento deve ter a duração de 5 a 10 dias.
Considerações:
  • Este tratamento é indicado para todas as formas de herpes simples.
  • Iniciar o tratamento o mais precocemente possível
  • O tratamento pode ser prolongado se a cicatrização estiver incompleta após 10 dias de terapia.
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Tratamento da recidiva

Esquema:

  • Aciclovir OU valaciclovir

Aciclovir comp. 200mg ou 400mg

  • Tomar 2 cp de 200mg, a cada 8 horas (3x/dia), por 5 dias, OU
  • Tomar 4 cp de 200mg, a cada 12 horas (2x/dia), por 5 dias.

Valaciclovir comp. 500mg

  • Tomar 4 cp (2g) de 12/12h, por 1 dia.
Considerações :
  • O tratamento deve ser iniciado preferencialmente no período prodrômico (aumento de sensibilidade local, ardor, dor, prurido e hiperemia da região genital).

Supressão viral

Esquema:
  • Aciclovir OU valaciclovir
Aciclovir comp. 200mg ou 400mg
  • Tomar 1 cp de 200mg, a cada 6 horas (4x ao dia), OU
  • Tomar 2 cp de 200mg, a cada 12 horas (2x ao dia)
  • Duração: por até 6 meses, podendo o tratamento ser prolongado por até 2 anos.
  • Considerações:
    • Pode-se considerar um regime com doses reduzidas (200mg a cada 8-12h)
    • O tratamento deve ser interrompido periodicamente, em intervalos de 6 a 12 meses, para avaliar o progresso obtido na história natural da doença.
Valaciclovir  comp. 500mg
  • Tomar 1 cp (500mg), a cada 24h (1x ao dia).
  • Duração: por até 6 meses, podendo o tratamento ser prolongado por até 2 anos.
  • Considerações:
    • O tratamento deve ser interrompido periodicamente, em intervalos de 6 a 12 meses, para avaliar o progresso obtido na história natural da doença.

Observação:

  • Normalmente não é recomendado a monitorização laboratorial de rotina, no entanto, pode ser prudente a avaliação semestral ou anual de enzimas hepáticas e função renal.

Na gestação

  • O maior risco de transmissão do vírus ao feto ocorre no momento da passagem do mesmo pelo canal de parto, resultando em aproximadamente 50% de risco de contaminação. Mesmo na forma assintomática, pode haver a transmissão do vírus por meio do canal de parto. 

  • Recomenda-se, portanto, a realização de cesariana toda vez que houver lesões herpéticas ativas (essa conduta não traz benefício quando a bolsa amniótica estiver rota há mais de 4 horas).

  • Aciclovir comp. 200mg ou 400mg

    • Tomar 1 cp de 200mg, a cada 4 horas, omitindo-se a dose da madrugada (5x ao dia).

    • O tratamento deve ter a duração de 10 dias.

Esquema de tratamento (tabela)


Referências

  • Doenças infecciosas e parasitárias: guia de bolso / Ministério da Saúde, Secretaria de Vigilância em Saúde. – 6. ed. rev. – Brasília : Ministério da Saúde, 2005.

  • Bula do profissional de saúde - Aclclovir / Germed Farmacêutica Ltda.

  • Protocolo Clínico e Diretrizes Terapêuticas para Atenção Integral às Pessoas com Infecções Sexualmente Transmissíveis (IST)/Ministério da Saúde, Secretaria de Vigilância em Saúde, Departamento de Doenças de Condições Crônicas e Infecções Sexualmente Transmissíveis. – Brasília : Ministério da Saúde, 2020.

Autoria e Curadoria

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