Oftalmia / conjuntivite neonatal

CID-10: P39.1

Informações gerais

  • A oftalmia neonatal é um quadro de conjuntivite purulenta do recém nascido, que ocorre no primeiro mês de vida e pode levar à cegueira, especialmente quando causada pela N. gonorrhoeae, transmitida através da mãe com infecção gonocócica não tratada.

  • Na ocasião do parto vaginal, o risco de transmissão vertical situa-se entre 30% e 50%, tanto para N. gonorrhoeae como para C. trachomatis.

  • A conjuntivite por clamídia é menos severa e seu período de incubação varia de 5 a 14 dias.

Seja plus e torne seu dia mais
prático e seguro!
Acesse ao conteudo completo

Quadro clínico

  • No recém-nascido, a principal manifestação clínica é a conjuntivite, podendo ocorrer também a complicações como:
    • Septicemia, artrite, abcessos de couro cabeludo, pneumonia, meningite, endocardite e estomatite.
  • Normalmente, o recém nascido é levado ao serviço de saúde por queixa de:
    • Eritema e edema de pálpebras e conjuntiva e/ou presença de material mucopurulento nos olhos.

Prevenção

  • Esquema:

    • Nitrato de prata OU Tetraciclina

  • Nitrato de prata a 1% (método de Crede)

    • Aplicação única, na 1ª hora após o nascimento.

  • Tetraciclina a 1% (colírio)

    • Aplicação única, na 1ª hora após o nascimento.

  • Observação:
    • O uso da profilaxia ocular na primeira hora após o nascimento é efetiva contra N. gonorrhoeae, no entanto, é frequentemente ineficaz contra a C. trachomatis.

Tratamento

  • Ceftriaxona pó inj. 250mg ou 500mg 
    • Dose: 25-50mg/kg/dia (máximo 125mg), dose única.
    • Diluir 1 amp de 500mg + 2mL de diluente, e aplicar 0,1 a 0,2 mL/kg (máximo 1 mL), IM dose única.
  • Observação:
    • Instilação local de solução fisiológica, de hora em hora.
    • Não é indicado a instilação local de penicilina.
    • Nos casos de resposta terapêutica não satisfatória, considerar a hipótese de infecção simultânea por clamídia.

Referências

  • Brasil. Ministério da Saúde, Secretaria de Vigilância em Saúde, Departamento de Doenças de Condições Crônicas e Infecções Sexualmente Transmissíveis. Protocolo Clínico e Diretrizes Terapêuticas para Atenção Integral às Pessoas com Infecções Sexualmente Transmissíveis – IST. Brasília : Ministério da Saúde, 2022.

Autoria e Curadoria

As informações contidas nesta página são de autoria da Equipe Editorial Médica do GPMED, composta por médicos especialistas de diversas áreas. Todo o conteúdo é estruturado rigorosamente com base em fontes bibliográficas de alto impacto e nas diretrizes oficiais vigentes, seguindo os preceitos da Medicina Baseada em Evidências. Nosso compromisso é oferecer ao médico uma base de consulta técnica, confiável e chancelada por profissionais experientes, garantindo máxima segurança no suporte à decisão clínica.