Sepse e Choque Séptico

CID-10: A41.9 - Sepse não especificada

CID-10: R57.2 - Choque séptico

Outros temas:

Introdução

  • Definição

    • Síndrome clínica de disfunção orgânica aguda e potencialmente fatal, causada por resposta desregulada do hospedeiro à infecção (definição Sepsis-3). [1]

    • O choque séptico representa um subgrupo com disfunção circulatória sobreposta, associado a risco de mortalidade substancialmente maior. [1]

    • O diagnóstico é essencialmente clínico e holístico; nenhum biomarcador ou teste isolado é suficiente para confirmá-lo ou excluí-lo. [1]

  • Epidemiologia

    • Aproximadamente 49 milhões de casos e 13 milhões de óbitos por sepse por ano em todo o mundo. [1]

    • Causa relevante de sequelas físicas, cognitivas e de saúde mental em sobreviventes. [1]

    • O Brasil apresenta taxas de letalidade entre as mais elevadas globalmente, com reconhecimento tardio e tratamento inadequado como principais fatores. [15]

  • Categorias de probabilidade diagnóstica (SSC 2026)

    • A diretriz padronizou quatro categorias, utilizadas em todas as recomendações: [1]

      • Sepse definitiva: diagnóstico confirmado por história, exame clínico e testes; alternativa muito improvável.

      • Sepse provável: sepse é o diagnóstico mais provável; alternativa menos provável.

      • Sepse possível: sepse é possível, mas diagnóstico alternativo também é provável.

      • Sepse improvável: avaliação não compatível com sepse ou alternativa mais provável.

  • Graduação das recomendações

    • Recomenda-se: recomendação forte (benefício supera claramente os riscos). [1]

    • Sugere-se: recomendação condicional (balanço benefício-risco incerto ou dependente do contexto). [1]

    • Declaração de boa prática: benefício inequívoco, mas evidência formal inviável de obter. [1]

    • "Em nossa prática": conduta descrita pelo painel em cenários de incerteza; não constitui recomendação formal. [1]

Manejo Inicial

Fluxograma de Manejo Inicial da Sepse e Choque Séptico: o fluxo parte do reconhecimento de suspeita ou confirmação de infecção associada a um sinal de alarme, descrito no subtexto como escore de triagem elevado (NEWS2, MEWS ou SIRS), confusão aguda, hipotensão ou hipoperfusão. Segue-se a coleta de hemoculturas e lactato sérico sem atrasar o antibiótico, a partir da qual o fluxo se divide em duas ações que ocorrem em paralelo, ligadas visualmente por uma seta de mão dupla indicando que devem começar juntas: iniciar antibiótico empírico de amplo espectro idealmente na primeira hora, e administrar cristaloide balanceado 30 mL/kg IV em até três horas, com a orientação de individualizar o volume conforme o contexto clínico do paciente. A partir do ponto central entre essas duas ações, o fluxo desce para uma decisão sobre o foco infeccioso estar identificado, que serve para especificar o antibiótico: se não identificado, administra-se ceftriaxona 2 g EV em dose de ataque seguida de 1 g EV a cada 12 horas, ou piperacilina-tazobactam 4,5 g EV a cada 6 horas; se identificado, o esquema deve ser conferido na seção "Antibioticoterapia Empírica"; os dois caminhos convergem para a etapa de avaliação de controle do foco infeccioso com triagem para UTI em até seis horas. Uma decisão então verifica se há hipotensão (PAM menor que 65 mmHg) ou hipoperfusão persistente após a ressuscitação volêmica: se não, mantém-se monitorização a cada uma hora e ajusta-se o antibiótico conforme a cultura; se sim, inicia-se noradrenalina como vasopressor de primeira linha, por via periférica se necessário para não atrasar o tratamento, com alvo de PAM maior ou igual a 65 mmHg (60 a 65 mmHg em pacientes com 65 anos ou mais). A decisão seguinte avalia se a noradrenalina está em escalonamento progressivo acima de 0,25 a 0,5 mcg/kg/min (critério prático adotado nesta síntese, e não um limiar definido pela diretriz): se não, mantém-se a dose atual com reavaliação de PAM e lactato a cada hora; se sim, associa-se vasopressina na dose de 0,01 a 0,04 U/min. A decisão seguinte verifica se a PAM permanece inadequada com noradrenalina associada à vasopressina: se não, mantém-se o esquema com reavaliação a cada hora; se sim, o fluxo se divide em duas ações simultâneas — adicionar adrenalina como terceira linha, na dose de 0,1 a 0,5 mcg/kg/min, e associar hidrocortisona, na dose de 50 mg EV a cada 6 horas — que convergem no encerramento do fluxo com reavaliação contínua em ambiente de UTI. Três notas complementam o fluxo: a adrenalina pode ser considerada vasopressor de primeira linha em vez da noradrenalina em choque séptico com disfunção cardíaca concomitante, preferindo-se noradrenalina em taquiarritmia e adrenalina em bradiarritmia; em disfunção cardíaca com hipoperfusão persistente apesar de volume e pressão arterial adequados, pode-se associar um inotrópico como a dobutamina ao vasopressor em uso, sem substituí-lo; e o valor de escalonamento da noradrenalina citado é um critério prático desta síntese, já que a diretriz recomenda associar vasopressina em doses escalonadas sem especificar um limiar numérico. Uma tabela anexa detalha as doses: noradrenalina de 0,01 a 3,3 mcg/kg/min, preferencialmente por via central, podendo iniciar perifericamente para não atrasar o tratamento; vasopressina de 0,01 a 0,04 U/min, associada quando a noradrenalina estiver em escalonamento progressivo; adrenalina de 0,1 a 0,5 mcg/kg/min como terceira linha; e hidrocortisona em 50 mg EV a cada 6 horas (dose total diária aproximada de 200 mg), considerada quando há necessidade de vasopressor persistente ou crescente. A legenda de abreviações esclarece PAM (pressão arterial média), UTI (unidade de terapia intensiva), IV (intravenoso), NEWS2 (National Early Warning Score 2), MEWS (Modified Early Warning Score) e SIRS (Systemic Inflammatory Response Syndrome). Fonte: adaptado de Surviving Sepsis Campaign: International Guidelines for Management of Sepsis and Septic Shock 2026; GPMED — Sepse e Choque Séptico.

Ressuscitação volêmica inicial

  • Sugere-se administrar pelo menos 30 mL/kg de cristaloide (Ringer) IV nas primeiras 3 horas [1]

    • Volume deve ser individualizado conforme características do paciente e contexto clínico. [1]

    • Reavaliar frequentemente para evitar dano por sub ou sobre-ressuscitação. [1]

    • Cálculo por peso corporal real; usar peso ajustado ou ideal em pacientes com IMC maior que 30 kg/m². [1]

Hemoculturas e lactato

  • Hemoculturas: [1]

    • Coletar o mais rápido possível, idealmente antes da administração de antimicrobianos.

    • Aplicável em adultos com sepse possível, provável ou definitiva, ou choque séptico.

    • Positividade aproximada: 10 a 20% dos pacientes; coleta precoce é fundamental para otimização terapêutica e vigilância de resistência.

  • Lactato sérico: [1]

    • Sugere-se a mensuração em adultos com sepse possível, provável ou definitiva, ou choque séptico.

Timing dos Antimicrobianos

  • Choque séptico (possível, provável ou definitivo)

    • Recomenda-se administração imediata, idealmente dentro de 1 hora do reconhecimento. [1]

  • Sepse provável ou definitiva sem choque

    • Recomenda-se administração imediata, idealmente dentro de 1 hora do reconhecimento. [1]

  • Sepse possível sem choque

    • Sugere-se investigação rápida e limitada no tempo. [1]

    • Persistindo a suspeita: administrar antimicrobianos dentro de 3 horas da suspeita inicial. [1]

    • Realizar avaliação rápida de causa infecciosa versus não infecciosa. [1]

    • Se baixa probabilidade de infecção e sem choque: sugere-se postergar antibioticoterapia com monitorização próxima. [1]

  • Contexto pré-hospitalar

    • Em sepse provável ou definitiva com hipotensão e tempo previsto até avaliação hospitalar superior a 60 minutos, sugere-se administrar antimicrobianos ainda na ambulância ou aeronave. [1]

    • Implementar apenas após estruturação de processo de triagem de sepse no transporte. [1]

  • Biomarcador para decisão de início

    • Sugere-se avaliação clínica isolada em vez de procalcitonina associada à avaliação clínica para decidir o início dos antimicrobianos. [1]

Timing do vasopressor em relação à fluidoterapia

  • Em hipotensão induzida por sepse, sugere-se bolus inicial de cristaloide seguido de vasopressor caso a hipotensão persista. [1]

  • Em choque séptico instável, pode ser indicada administração concomitante e imediata de vasopressor com cristaloide, caso a caso. [1]

    • Sinais de choque instável: PA muito reduzida, pele mosqueada, palidez acinzentada, cianose ou dessaturação, taquicardia, alteração do nível de consciência. [1]

  • Sugere-se iniciar vasopressores por via periférica para não atrasar o início do tratamento. [1]

Alvos de pressão arterial média (PAM)

  • Recomenda-se PAM-alvo inicial de 65 mmHg em adultos com choque séptico, em vez de alvos mais elevados. [1]

    • Na prática, manter faixa de aproximadamente ± 5 mmHg em torno do alvo. [1]

  • Em adultos com 65 anos ou mais, sugere-se PAM-alvo inicial de 60 a 65 mmHg. [1]

Admissão em UTI

  • Sugere-se admissão em UTI dentro de 6 horas para pacientes que necessitem desse nível de cuidado. [1]

Programas de melhoria de performance

  • Hospitais e sistemas de saúde devem implementar programa de melhoria de performance para sepse, contemplando: [1]

    • triagem padronizada de pacientes agudamente enfermos e de alto risco

    • procedimentos operacionais para tratamento

    • estratégias de melhoria de qualidade (QI)

  • Sugere-se adoção de "código sepse" ou "sepsis huddle" (reunião multidisciplinar à beira-leito após triagem positiva) em vez de não utilizar tal protocolo. [1]

Biomarcadores de resposta do hospedeiro

  • A sepse não deve ser confirmada ou excluída com base em um único biomarcador ou teste isolado. [1]

  • Evidência insuficiente para recomendar o uso rotineiro de testes rápidos de resposta do hospedeiro (MDW, IntelliSep, SeptiCyte Rapid, TriVerity, Sepsis ImmunoScore). [1]

Escores Clínicos

Considerações gerais

  • Nenhum escore isolado deve ser utilizado para confirmar ou descartar sepse; a avaliação clínica integrada é insubstituível. [1]

  • Escores servem para identificar pacientes de alto risco e acionar protocolos, não para fechar diagnóstico. [1]

Escores recomendados para triagem hospitalar [1]

  • No ambiente hospitalar, recomenda-se uso de um dos escores abaixo, em vez de qSOFA como ferramenta única:

    • NEWS (National Early Warning Score): recomendado para triagem no ambiente hospitalar.

    • NEWS2 (National Early Warning Score 2): versão atualizada do NEWS; inclui parâmetros de SpO₂ e uso de oxigenoterapia; também recomendado.

    • MEWS (Modified Early Warning Score): recomendado como alternativa.

    • SIRS (Systemic Inflammatory Response Syndrome): contemplado como ferramenta de triagem, embora com menor especificidade.

  • ⚠️ qSOFA: não mais recomendado como ferramenta única de triagem hospitalar [1]

    • Apresenta baixa sensibilidade para rastreio de sepse no ambiente hospitalar.

    • Escore positivo deve, contudo, alertar para a possibilidade do diagnóstico em qualquer cenário de recursos.

    • Mantém utilidade em contextos de triagem pré-hospitalar ou de baixa complexidade.

  • Ambiente pré-hospitalar

    • Em adultos em transporte por ambulância ou aeronave, sugere-se uso de ferramenta padronizada de triagem em vez de não utilizar nenhuma ferramenta. [1]

    • A SSC 2026 não especifica um escore único para esse contexto; a escolha deve seguir protocolos locais. [1]

NEWS2 — National Early Warning Score 2: instrumento não recomendado para menores de 16 anos ou gestantes, com pontuação total variando de 0 (melhor prognóstico) a 23 (pior prognóstico), composto por sete parâmetros fisiológicos pontuados de 0 a 3. A frequência respiratória em incursões por minuto pontua: ≤8=3; 9–11=1; 12–20=0; 21–24=2; ≥25=3. A saturação de oxigênio possui duas escalas: a Escala 1, de uso padrão, pontua ≤91%=3; 92–93%=2; 94–95%=1; ≥96%=0; a Escala 2, usada em insuficiência respiratória hipercápnica como na DPOC, pontua ≤83%=3; 84–85%=2; 86–87%=1; 88–92% ou ≥93% em ar ambiente=0; 93–94% com oxigênio=1; 95–96% com oxigênio=2; ≥97% com oxigênio=3. O uso de ar ambiente ou oxigênio pontua: oxigênio=2; ar ambiente=0. A pressão arterial sistólica em mmHg pontua: ≤90=3; 91–100=2; 101–110=1; 111–219=0; ≥220=3. O pulso em batimentos por minuto pontua: ≤40=3; 41–50=1; 51–90=0; 91–110=1; 111–130=2; ≥131=3. A consciência pontua: alerta=0; confusão aguda, resposta a voz ou dor, ou irresponsivo=3. A temperatura em graus Celsius pontua: ≤35,0=3; 35,1–36,0=1; 36,1–38,0=0; 38,1–39,0=1; ≥39,1=2. A resposta clínica por faixa de pontuação é: 0 pontos, monitoramento a cada 12 horas, continuar rotina; 1 a 4 pontos, monitoramento a cada 4 a 6 horas, informar o enfermeiro para avaliação e decisão sobre intensificação do cuidado; 3 pontos em um único parâmetro, monitoramento a cada 1 hora, o enfermeiro informa a equipe médica que decidirá sobre intensificação; 5 ou mais pontos, limite de resposta urgente, monitoramento a cada 1 hora, informar imediatamente a equipe médica, solicitar avaliação urgente e providenciar ambiente de monitoramento; 7 ou mais pontos, limite de resposta de emergência, monitoramento contínuo dos sinais vitais, informar a equipe ao nível de especialista, avaliação de emergência por equipe de cuidado crítico com habilidades em vias aéreas, e considerar transferência para unidade de nível 2 ou 3 (UTI). irpm = incursões respiratórias por minuto; bpm = batimentos por minuto; DPOC = doença pulmonar obstrutiva crônica; UTI = unidade de terapia intensiva. National Early Warning Score 2 (NEWS2) © Royal College of Physicians, 2017. Adaptação transcultural para o português do Brasil: Oliveira APA, Urbanetto JS, Caregnato RCA. Rev Gaúcha Enferm. 2020;41:e20190424.

qSOFA — Quick Sequential Organ Failure Assessment: aplicado em pacientes com suspeita ou confirmação de infecção, para identificar maior risco de desfechos desfavoráveis. Os três critérios, cada um valendo 1 ponto, são: frequência respiratória igual ou superior a 22 incursões por minuto; pressão arterial sistólica igual ou inferior a 100 mmHg; e estado mental alterado. Em pacientes com suspeita ou confirmação de infecção, uma pontuação igual ou superior a 2 indica maior probabilidade de desfechos desfavoráveis e deve motivar investigação adicional para disfunção orgânica, como o SOFA completo. Atualização da Surviving Sepsis Campaign 2026: para pacientes agudamente enfermos internados, a diretriz recomenda o uso de NEWS, NEWS2, MEWS ou SIRS em vez do qSOFA como ferramenta isolada de triagem para sepse, com recomendação forte e evidência de certeza moderada. Adaptado de: The Third International Consensus Definitions for Sepsis and Septic Shock (Sepsis-3). JAMA. 2016. Surviving Sepsis Campaign 2026 — diretriz internacional de manejo de sepse.

Manejo Hemodinâmico

Guia Rápido para Ressuscitação e Suporte Hemodinâmico na Sepse e no Choque Séptico: o fluxograma orienta o manejo hemodinâmico de pacientes com sepse e hipotensão e/ou lactato elevado, organizado em três eixos — monitorização, fluidos e agentes vasoativos — repetidos em duas fases sucessivas. Na fase inicial, em pacientes com sepse e hipotensão e/ou lactato elevado, a monitorização recomenda avaliação imediata e contínua, pelo menos a cada hora, de pressão arterial, frequência cardíaca, frequência respiratória e nível de consciência, com medida do lactato sérico inicial e do tempo de enchimento capilar em até 1 hora (recomendação condicional). Em fluidos, recomenda-se, em até 3 horas, ressuscitação volêmica inicial de pelo menos 30 mL/kg de cristaloides intravenosos, com uso de soluções balanceadas como Ringer lactato (ambas recomendações condicionais), reforçando a necessidade de reavaliação frequente e contínua para evitar os danos da sub ou da super-ressuscitação. Em agentes vasoativos, orienta-se considerar o início de noradrenalina concomitantemente à ressuscitação volêmica em pacientes com hipoperfusão de órgão-alvo com risco de vida, sendo esta a única recomendação forte de toda a figura: usar noradrenalina como vasopressor de primeira linha. As recomendações condicionais incluem iniciar vasopressores por via periférica em vez de atrasar até obter acesso central, e ter como alvo uma pressão arterial média (PAM) igual ou superior a 65 mmHg, ou entre 60 e 65 mmHg em pacientes com 65 anos ou mais. Se a hipotensão e/ou a elevação do lactato persistirem após a ressuscitação volêmica inicial, a segunda fase recomenda, na monitorização, avaliar a responsividade a fluidos com medidas dinâmicas e acompanhar a tendência do lactato e do tempo de enchimento capilar (recomendações condicionais), além de medir a pressão arterial pelo menos a cada hora, considerar monitorização contínua com cateter arterial, assegurar o controle adequado do foco infeccioso e considerar outras causas de choque. Em fluidos, recomenda-se administrar fluido adicional com base em teste de responsividade e usar soluções balanceadas, considerando albumina suplementar nos pacientes que já receberam grandes volumes de cristaloide ou têm cirrose, evitando-a em traumatismo cranioencefálico. Em agentes vasoativos, as recomendações condicionais seguem uma escalada terapêutica: iniciar noradrenalina se ainda não iniciada e a hipotensão persistir; usar hidrocortisona, com ou sem fludrocortisona, se a necessidade de noradrenalina persistir; adicionar vasopressina se a dose de noradrenalina estiver aumentando; adicionar adrenalina como agente de terceira linha se a dose de noradrenalina continuar aumentando; e adicionar dobutamina ou usar adrenalina se houver disfunção cardíaca. A figura não é um resumo exaustivo das recomendações de ressuscitação da Surviving Sepsis Campaign, priorizando as condutas mais úteis para o manejo rápido à beira do leito.

Fonte: adaptado de Surviving Sepsis Campaign: International Guidelines for Management of Sepsis and Septic Shock 2026.

Monitorização da Pressão Arterial

  • Sugere-se monitorização invasiva ou não invasiva, conforme o cenário clínico. [1]

  • Monitorização invasiva recomendada quando: doses intermediárias a altas de vasopressor, doses escalonadas, múltiplos vasopressores, amostragem arterial frequente ou medidas não invasivas inconsistentes em avaliações repetidas. [1]

Fluidoterapia

  • Ringer Lactato 30 mL/kg IV nas primeiras 3 horas [1]

    • Volume deve ser individualizado conforme características do paciente e contexto clínico. [1]

    • Reavaliar frequentemente para evitar dano por sub ou sobre-ressuscitação. [1]

    • Cálculo por peso corporal real; usar peso ajustado ou ideal em pacientes com IMC maior que 30 kg/m². [1]

  • Tipo de fluido [1]

    • Recomenda-se cristaloides como fluido de primeira linha para ressuscitação.

    • Sugere-se cristaloides balanceados em vez de SF 0,9%.

      • Exceção: em lesão cerebral traumática associada, sugere-se SF 0,9%.

    • Sugere-se cristaloides sem albumina suplementar rotineira.

      • Albumina pode ser considerada em pacientes com grandes volumes de cristaloide infundidos ou com cirrose; deve ser evitada em lesão cerebral traumática.

    • Recomenda-se não utilizar amidos (starches).

    • Sugere-se não utilizar gelatinas.

  • Volume após o bolus inicial [1]

    • Em hipoperfusão persistente após 30 mL/kg iniciais, sugere-se abordagem liberal ou restritiva, conforme fatores individuais do paciente e do sistema de saúde.

  • Avaliação de fluidorresponsividade [1]

    • Sugere-se uso de medidas dinâmicas (variação do volume sistólico, variação da pressão de pulso, elevação passiva de pernas, desafio de fluido) em vez de exame físico ou medidas estáticas isoladas.

  • Monitorização de débito cardíaco [1]

    • Evidência insuficiente para recomendar rotineiramente monitorização minimamente invasiva ou não invasiva além do cuidado usual.

Perfusão Tecidual

  • Lactato seriado [1]

    • Sugere-se uso para guiar a ressuscitação em pacientes com lactato elevado ou choque séptico.

    • A fluidoterapia deve ser individualizada conforme o decremento do lactato; não deve prosseguir até normalização completa.

  • Tempo de enchimento capilar (TEC) [1]

    • Sugere-se uso como adjuvante a outras medidas de perfusão durante a ressuscitação.

Vasopressores

  • Hierarquia de uso [1]

    • 1ª linha: recomenda-se noradrenalina em vez de dopamina, adrenalina ou selepressina.

    • Adição de vasopressina: indicada em pacientes com doses escalonadas de noradrenalina.

    • Adição de adrenalina: indicada quando PAM permanece inadequada apesar de noradrenalina e vasopressina.

      • Em locais sem vasopressina disponível, adrenalina pode ser adicionada diretamente à noradrenalina.

    • Sugere-se não utilizar terlipressina.

  • Choque séptico com disfunção cardíaca concomitante [1]

    • Sugere-se noradrenalina ou adrenalina como vasopressor de primeira linha.

      • Noradrenalina preferida em taquiarritmia ou taquicardia sinusal significativa.

      • Adrenalina preferida em bradiarritmia ou bradicardia sinusal significativa.

  • Azul de metileno IV [1]

    • Em choque séptico refratário com necessidade crescente de vasopressor: evidência insuficiente para recomendação formal a favor ou contra o uso como terapia de resgate.

Inotrópicos

  • Em choque séptico com disfunção cardíaca e hipoperfusão persistente apesar de volume e PA adequados, sugere-se uso de inotrópico. [1]

    • O inotrópico deve ser somado, e não substituir, o vasopressor em uso. [1]

  • Sugere-se adicionar dobutamina à noradrenalina, ou utilizar adrenalina isoladamente. [1]

    • Dados insuficientes para recomendar dobutamina em vez de milrinona. [1]

  • Sugere-se não utilizar levosimendana nesse cenário. [1]

Outros Agentes

  • Midodrina oral [1]

    • Evidência insuficiente para recomendação em choque séptico com necessidade persistente de vasopressor.

  • Betabloqueadores IV (esmolol, landiolol) [1]

    • Sugere-se não utilizar como tratamento do choque séptico.

Vasoativos e Inotrópicos

Drogas vasoativas:

  • Considerações e indicações:

    • A noradrenalina é o vasopressor de primeira linha no choque séptico. [1]

    • A vasopressina é indicada como segundo agente em pacientes com doses escalonadas de noradrenalina. [1]

      • Em caso de necessidade de doses > 0,25 a 0,5 mcg/kg/min de Noradrenalina, deve-se considerar a associação da Vasopressina.

    • A adrenalina é indicada como terceira linha. Adicionar quando PAM permanece inadequada apesar de noradrenalina e vasopressina. [1]

      • A adrenalina pode ser indicada como alternativa à noradrenalina como vasopressor de primeira linha em choque séptico com disfunção cardíaca concomitante. [1]

  • Noradrenalina (Levophed®, Hyponor®, Epikabi®) ampola 4 mg/4 mL (bitartarato) ou 8 mg/4 mL de hemitartarato [2]

    • Dose inicial: 2 a 4 mcg/min; faixa habitual: 1 a 12 mcg/min; por peso: 0,01 a 3,3 mcg/kg/min. [2]

    • Diluição prática: 4 ampolas (16 mg) em 234 mL de SG 5% (concentração 64 mcg/mL); 1 mL/h equivale a aproximadamente 1 mcg/min. [2]

    • Preferir diluição em SG 5%; o SF 0,9% isolado não oferece proteção antioxidante, favorecendo a degradação oxidativa da molécula. [2]

    • Via central preferencial; pode ser iniciada perifericamente para não atrasar o início, com monitorização frequente do sítio de punção. [1][2]

  • Vasopressina (Encrise®) ampola 20 UI/mL [3]

    • Diluição: 1 mL (20 UI) em SG 5% 49 mL (concentração 0,4 U/mL). [3]

    • Dose: 0,01 a 0,04 U/min em infusão contínua; ajuste de bomba: 1,5 a 6 mL/h. [3]

    • Indicada quando noradrenalina atingir doses > 0,25 a 0,5 mcg/kg/min

  • Adrenalina/Epinefrina (Hyfren®, Efrinalin®) ampola 1 mg/mL [4]

    • Dose em infusão contínua: iniciar com 0,1 mcg/kg/min, titulando conforme resposta clínica; faixa descrita na fonte: 0,1 a 0,5 mcg/kg/min [4]; em choque refratário grave, doses de até 1 a 2 mcg/kg/min têm sido descritas na literatura especializada, com titulação individualizada conforme evolução hemodinâmica.

Inotrópicos:

  • Considerações e indicações:

    • A dobutamina é o inotrópico de escolha para disfunção cardíaca com hipoperfusão persistente apesar de volume e PA adequados, sempre somado ao vasopressor. [1]

    • A milrinona é alternativa à dobutamina como inotrópico; dados insuficientes para definir superioridade entre os dois agentes. [1]

  • Dobutamina (Dobutrex®) ampola 250 mg/20 mL [6]

    • Dose inicial: 2,5 mcg/kg/min; faixa habitual: 2,5 a 10 mcg/kg/min; máximo: 20 mcg/kg/min em casos selecionados. [6]

    • Incompatível com soluções alcalinas; não diluir com bicarbonato de sódio. [6]

  • Milrinona (Primacor®) frasco-ampola 1 mg/mL, 10 a 20 mL [7]

    • Dose de ataque: 50 mcg/kg IV em 10 minutos. [7]

    • Manutenção: 0,375 a 0,75 mcg/kg/min em infusão contínua, por até 48 a 72 horas (máximo 5 dias). [7]

    • Não diluir com bicarbonato de sódio; não administrar na mesma via de furosemida (precipitado). [7]

    • Reduzir taxa de manutenção em comprometimento renal. [7]

Outros agentes com atividade vasopressora:

  • Considerações e indicações:

    • O azul de metileno é considerado como terapia de resgate em choque séptico refratário com necessidade crescente de vasopressores; evidência insuficiente para recomendação formal. [1]

  • Azul de metileno (cloreto de metiltionínio) solução injetável 1% ou 2%, frasco até 10 mL [8]

    • Dose descrita na literatura: 1 a 2 mg/kg, podendo ser repetida em até 3 doses; ou infusão contínua de 0,25 a 2 mg/kg/hora. [8]

  • Midodrina: sem registro sanitário ativo na ANVISA; acesso somente por importação individual mediante autorização excepcional da ANVISA. [9]

    • A possibilidade de manipulação magistral depende da disponibilidade do IFA (insumo farmacêutico ativo) e da regulação sanitária local; verificar junto à vigilância sanitária competente antes de qualquer prescrição por essa via. [9]

    • Uso descrito na literatura restrito à fase pós-ressuscitativa para facilitar desmame de vasopressor; evidência insuficiente para recomendação na fase aguda do choque séptico. [1]

Corticosteroides, Manejo de Acidose e Profilaxias

Corticoterapia:

  • Indicação:

    • Em adultos com choque séptico, com necessidade persistente de droga vasoativa [1]

  • Hidrocortisona (succinato sódico de hidrocortisona: Solu-Cortef®) frasco-ampola liofilizado 100 mg ou 500 mg [5]

    • Reconstituição: frasco 100 mg em 2 mL de água para injetáveis; frasco 500 mg em 4 mL. [5]

    • Dose descrita em bula: 100 a 500 mg IV ou IM, podendo ser repetida a cada 2, 4 ou 6 horas conforme resposta clínica. [5]

    • Regime mais estudado para sepse: 200 mg/dia (ex.: 50 mg IV a cada 6 horas); sem benefício demonstrado acima de 260 mg/dia de hidrocortisona-equivalente. [1]

Bicarbonato:

  • Considerações:

    • Sugere-se contra o uso para melhorar hemodinâmica ou reduzir necessidade de vasopressor em acidemia láctica por hipoperfusão. [1]

    • Sugere-se a favor em choque séptico com acidemia metabólica grave (pH menor ou igual a 7,2) e lesão renal aguda (AKIN 2 ou 3). [1]

  • Bicarbonato de sódio 8,4% (1 mEq/mL), solução injetável, ampolas 10 mL ou frascos 250 mL [10]

    • Dose para correção de acidose: 1 mEq/kg IV; seguido de 0,5 mEq/kg a cada 10 minutos conforme necessidade. [10]

    • Não administrar catecolaminas na mesma via (risco de inativação). [10]

Profilaxia para TEV:

  • Considerações:

    • Recomenda-se HBPM (heparina de baixo peso molecular) em vez de heparina não fracionada para profilaxia de TEV em sepse e choque séptico, salvo contraindicação. [1]

  • Enoxaparina sódica (Clexane®) seringas pré-cheias 20 mg/0,2 mL, 40 mg/0,4 mL, 60 mg/0,6 mL, 80 mg/0,8 mL ou 100 mg/1,0 mL [11]

    • Dose padrão de profilaxia: 40 mg SC, 1 vez ao dia. [11]

    • Ajuste em insuficiência renal grave (ClCr menor que 30 mL/min): 20 mg SC, 1 vez ao dia. [11]

    • Monitorizar função renal durante o tratamento, especialmente em LRA (condição frequente em pacientes sépticos). [11]

    • Sugere-se profilaxia farmacológica isolada em vez de associada à profilaxia mecânica. [1]

Profilaxia para úlcera de estresse:

  • Considerações:

    • Sugere-se profilaxia de úlcera de estresse com IBP em pacientes com fatores de risco para sangramento gastrointestinal. [1]

    • Na ausência de IBP, antagonistas de receptor H2 são alternativa razoável. [1]

  • Pantoprazol (Pantozol®, PantoCal®) frasco-ampola liofilizado 40 mg [12]

    • Dose: 40 a 80 mg IV, 1 a 2 vezes ao dia. [12]

    • Reconstituição: 10 mL de SF 0,9%; administrar em bolus (mínimo 2 min) ou infusão de 15 min após diluição em 100 mL de SF 0,9% ou SG 5%/10%. [12]

Manejo da Infeção

Timing dos Antimicrobianos

  • Choque séptico (possível, provável ou definitivo)

    • Recomenda-se administração imediata, idealmente dentro de 1 hora do reconhecimento. [1]

  • Sepse provável ou definitiva sem choque

    • Recomenda-se administração imediata, idealmente dentro de 1 hora do reconhecimento. [1]

  • Sepse possível sem choque

    • Sugere-se investigação rápida e limitada no tempo. [1]

    • Persistindo a suspeita: administrar antimicrobianos dentro de 3 horas da suspeita inicial. [1]

    • Realizar avaliação rápida de causa infecciosa versus não infecciosa. [1]

    • Se baixa probabilidade de infecção e sem choque: sugere-se postergar antibioticoterapia com monitorização próxima. [1]

  • Contexto pré-hospitalar

    • Em sepse provável ou definitiva com hipotensão e tempo previsto até avaliação hospitalar superior a 60 minutos, sugere-se administrar antimicrobianos ainda na ambulância ou aeronave. [1]

    • Implementar apenas após estruturação de processo de triagem de sepse no transporte. [1]

  • Biomarcador para decisão de início

    • Sugere-se avaliação clínica isolada em vez de procalcitonina associada à avaliação clínica para decidir o início dos antimicrobianos. [1]

Controle de Foco Infeccioso

  • Avaliação imediata de todos os pacientes com sepse ou choque séptico quanto a fontes com indicação de controle emergencial. [1]

  • Quando identificada fonte com indicação de controle, sugere-se intervenção precoce, idealmente dentro de 6 horas. [1]

Espectro Empírico

  • Patógenos MDR (multidroga-resistentes) [1]

    • Alto risco: sugere-se cobertura empírica para o patógeno MDR de interesse.

      • Fatores de risco: colonização ou infecção prévia pelo patógeno MDR, antibioticoterapia prolongada de amplo espectro, internação prolongada em unidade com alta prevalência.

    • Baixo risco: sugere-se não utilizar cobertura empírica para MDR.

  • Antifúngico empírico

    • Sugere-se não utilizar de rotina. [1]

    • Considerar individualmente em pacientes com fatores de risco: imunossupressão, antibioticoterapia prolongada, internação prolongada, fonte intra-abdominal. [1]

    • Biomarcadores fúngicos (Candida): não utilizar isoladamente para guiar início ou suspensão de antifúngico empírico de rotina; uso seletivo pode ser considerado em pacientes de alto risco. [1]

  • Cobertura anaeróbia empírica [1]

    • Sem fatores de risco específicos: sugere-se regime sem cobertura anaeróbia.

    • Com fatores de risco (fonte intra-abdominal, infecção ginecológica ou obstétrica profunda, infecção necrosante de partes moles, infecção de cabeça e pescoço, abscesso ou empiema do SNC): sugere-se regime com cobertura anaeróbia.

Otimização do Uso de Antimicrobianos

  • Infusão prolongada de betalactâmicos [1]

    • Recomenda-se infusão prolongada (após dose de ataque) em vez de infusão intermitente em bolus.

    • Otimiza os parâmetros de PK/FD, aumentando o tempo em que a concentração sérica supera a CIM. [15]

  • Monitorização terapêutica de drogas (TDM) [1]

    • Sugere-se uso caso a caso em pacientes selecionados, conforme características clínicas, classe do fármaco e disponibilidade do método.

  • Descontaminação seletiva do trato digestivo (SDD) [1]

    • Em adultos sob ventilação mecânica em unidades com baixa prevalência de resistência antimicrobiana, sugere-se SDD.

De-escalonamento e Duração

  • Reavaliar continuamente; suspender antimicrobiano empírico se causa não infecciosa for demonstrada ou fortemente suspeitada. [1]

  • Recomenda-se de-escalonamento quando há diagnóstico microbiológico confirmado com perfil de sensibilidade. [1]

  • Sugere-se de-escalonamento mesmo sem patógeno identificado em cultura final, em pacientes com melhora clínica. [1]

  • Sugere-se duração mais curta de antibioticoterapia quando há controle adequado do foco. [1]

  • Quando duração ideal é incerta, sugere-se uso de procalcitonina associada à avaliação clínica para decisão de suspensão. [1]

Antibioticoterapia empírica

Premissa fundamental: [14][15]

  • A escolha do antimicrobiano deve sempre considerar o foco infeccioso presumido, o perfil microbiológico institucional e os fatores de risco para patógenos MDR do paciente.

  • De-escalonamento sistemático após resultados de culturas é parte essencial do manejo; reduz emergência de resistência e melhora desfechos.

  • Em pacientes com disfunção renal ou hepática: ajuste de dose somente após as primeiras 24 horas, para garantir concentrações inibitórias mínimas adequadas. [15]

  • Terapia combinada: reservada para pacientes com alto risco de MDR ou choque séptico; sem benefício demonstrado em mortalidade com uso rotineiro de dupla cobertura para gram-negativos. [15]

Fatores de Risco para Patógenos Específicos:

  • MDR em geral [14]

    • Internação hospitalar por mais de 3 dias nos últimos 3 meses.

    • Paciente institucionalizado (ILPI, home care).

    • Colonização ou infecção prévia por patógeno MDR.

    • Antibioticoterapia por mais de 7 dias nos últimos 3 meses com cefalosporinas de 3ª ou 4ª geração, quinolonas ou carbapenêmicos.

    • Doença renal em estágio final em programa dialítico.

    • Doença maligna em terapia imunossupressora.

    • Fibrose cística, bronquiectasias, úlceras crônicas.

  • MRSA (Staphylococcus aureus resistente à meticilina) [14]

    • Infecção de pele ou partes moles, ou relacionada a CVC.

    • Pneumonia necrotizante ou multifocal.

    • Colonização prévia, porta de entrada cutânea ou trauma muscular.

    • Uso de drogas injetáveis.

  • Pseudomonas aeruginosa [14]

    • Internação em UTI.

    • CVC, SVD ou ventilação mecânica em uso.

    • Traqueostomia; tratamento antipseudomonas nos últimos 30 dias.

    • Neutropenia, imunossupressão, fibrose cística, bronquiectasia.

⬇️ Regimes Empíricos por Foco Infeccioso

Foco não identificado [14]

  • Infecção comunitária, sem fatores de risco para MDR:

    • Ceftriaxona 2 g EV (dose de ataque), seguida de 1 a 2 g EV 12/12h, com ou sem Metronidazol 500 mg EV 8/8h.

    • Ou Piperacilina-Tazobactam 4,5 g EV 6/6h.

  • Infecção relacionada à assistência à saúde (IHAS) e/ou com fatores de risco para MDR e/ou choque séptico:

    • (Piperacilina-Tazobactam 4,5 g EV 6/6h ou Meropenem 2 g EV dose de ataque, seguido de 1 a 2 g EV 8/8h) associado a (Vancomicina 25 a 30 mg/kg dose de ataque, máximo 2 g EV, seguida de 15 a 20 mg/kg/dose 12/12h ou Teicoplanina 400 mg EV 12/12h nas primeiras 3 doses (primeiras 24 horas), seguida de 400 mg EV 1 vez ao dia).

Foco pulmonar [14]

  • Infecção comunitária, sem fatores de risco para MDR:

    • Ceftriaxona 2 g EV (dose de ataque), seguida de 1 a 2 g EV 12/12h + Azitromicina 500 mg EV 1 vez/dia ou Claritromicina 500 mg EV 12/12h.

    • Ou Moxifloxacino 400 mg EV 1 vez/dia ou Levofloxacino 750 mg EV 1 vez/dia.

    • Alternativa se risco de MRSA: Ceftarolina 600 mg EV 12/12h + Azitromicina 500 mg EV 1 vez/dia ou Claritromicina 500 mg EV 12/12h.

  • Infecção relacionada à assistência à saúde (IHAS) e/ou com fatores de risco para MDR e/ou choque séptico:

    • (Piperacilina-Tazobactam 4,5 g EV 6/6h ou Meropenem 2 g EV dose de ataque, seguido de 1 a 2 g 8/8h), com ou sem Azitromicina 500 mg EV 1 vez/dia (se origem comunitária), com ou sem Vancomicina ou Teicoplanina (se suspeita de MRSA).

  • Observação:

    • O uso de Claritromicina EV requer atenção ao volume de diluição e ao risco de flebite; na troca para via oral, usar Claritromicina UD 500 mg VO 1 vez/dia. [14]

Foco urinário [14]

  • Infecção comunitária, sem fatores de risco para MDR:

    • Ceftriaxona 2 g EV (dose de ataque), seguida de 1 a 2 g EV 12/12h.

    • Ou Ertapenem 1 g EV 1 vez/dia.

  • Infecção relacionada à assistência à saúde (IHAS) e/ou com fatores de risco para MDR e/ou choque séptico:

    • Ertapenem 1 g EV 1 vez/dia ou Piperacilina-Tazobactam 4,5 g EV 6/6h ou Meropenem 2 g EV dose de ataque, seguido de 1 a 2 g 8/8h.

Foco abdominal [14]

  • Infecção comunitária, sem fatores de risco para MDR:

    • (Ceftriaxona 2 g EV 12/12h ou Ciprofloxacino 400 mg EV 12/12h) + Metronidazol 500 mg EV 8/8h.

    • Ou Moxifloxacino 400 mg EV 1 vez/dia.

  • Infecção relacionada à assistência à saúde (IHAS) e/ou com fatores de risco para MDR e/ou choque séptico:

    • (Piperacilina-Tazobactam 4,5 g EV 6/6h ou Meropenem 2 g EV dose de ataque, seguido de 1 a 2 g 8/8h) + Vancomicina 25 a 30 mg/kg máximo 2 g EV, seguida de 15 a 20 mg/kg/dose 12/12h ou Teicoplanina 400 mg EV 12/12h nas primeiras 3 doses (primeiras 24 horas), seguida de 400 mg EV 1 vez ao dia.

Foco biliar [14]

  • Infecção comunitária, sem fatores de risco para MDR:

    • Ceftriaxona 2 g EV (dose de ataque), seguida de 1 a 2 g EV 12/12h + Metronidazol 500 mg EV 8/8h.

    • Ou Ertapenem 1 g EV 1 vez/dia ou Piperacilina-Tazobactam 4,5 g EV 6/6h.

  • Infecção relacionada à assistência à saúde (IHAS) e/ou com fatores de risco para MDR e/ou choque séptico:

    • (Piperacilina-Tazobactam 4,5 g EV 6/6h ou Meropenem 2 g EV dose de ataque, seguido de 1 a 2 g 8/8h) + Vancomicina ou Teicoplanina (doses conforme acima).

Foco em pele e partes moles (erisipela, celulite, pé diabético) [14][15]

  • Infecção comunitária, sem fatores de risco para MDR:

    • Em regiões com prevalência de CA-MRSA abaixo de 10%, não é necessária cobertura empírica para MRSA; recomenda-se beta-lactâmico com ação para MSSA associado a agente antitoxina. [15]

    • (Ceftriaxona 2 g EV 12/12h ou Ciprofloxacino 400 mg EV 12/12h; preferir ciprofloxacino se pé diabético) + Clindamicina 600 mg EV 6/6h. [15]

    • Ou Moxifloxacino 400 mg EV 1 vez/dia. [15]

    • Alternativa: Ceftarolina 600 mg EV 12/12h. [15]

  • Infecção relacionada à assistência à saúde (IHAS) e/ou com fatores de risco para MDR e/ou choque séptico:

    • Vancomicina 25 a 30 mg/kg máximo 2 g EV, seguida de 15 a 20 mg/kg/dose 12/12h ou Teicoplanina 400 mg EV 12/12h nas primeiras 3 doses (primeiras 24 horas), seguida de 400 mg EV 1 vez ao dia ou Daptomicina 4 a 6 mg/kg EV 1 vez ao dia (utilizar 6 mg/kg se bacteremia concomitante suspeita ou confirmada) ou Linezolida 600 mg EV 12/12h.

    • Se pé diabético: associar Piperacilina-Tazobactam 4,5 g EV 6/6h.

Infecção de sítio cirúrgico [14]

  • Infecção comunitária, sem fatores de risco para MDR:

    • (Ceftriaxona 2 g EV dose de ataque, seguida de 1 a 2 g EV 12/12h ou Ciprofloxacino 400 mg EV 12/12h) + Clindamicina 600 mg EV 6/6h.

    • Ou Moxifloxacino 400 mg EV 1 vez/dia.

    • Alternativa: Ceftarolina 600 mg EV 12/12h.

  • Infecção relacionada à assistência à saúde (IHAS) e/ou com fatores de risco para MDR e/ou choque séptico:

    • (Piperacilina-Tazobactam 4,5 g EV 6/6h ou Meropenem 2 g EV dose de ataque, seguido de 1 a 2 g 8/8h) + Vancomicina 25 a 30 mg/kg máximo 2 g EV, seguida de 15 a 20 mg/kg/dose 12/12h ou Teicoplanina 400 mg EV 12/12h nas primeiras 3 doses (primeiras 24 horas), seguida de 400 mg EV 1 vez ao dia.

Neutropenia febril [14]

  • Infecção comunitária, sem fatores de risco para MDR:

    • Cefepima 2 g EV 8/8h.

  • Infecção relacionada à assistência à saúde (IHAS) e/ou com fatores de risco para MDR e/ou choque séptico:

    • Meropenem 2 g EV 8/8h, com ou sem Amicacina 15 mg/kg (máximo 1,5 g) EV 1 vez/dia, com ou sem Vancomicina 25 a 30 mg/kg máximo 2 g EV, seguida de 15 a 20 mg/kg/dose 12/12h ou Teicoplanina 400 mg EV 12/12h nas primeiras 3 doses (primeiras 24 horas), seguida de 400 mg EV 1 vez ao dia (se foco suspeito para gram-positivo: cateter, pele/partes moles, enterocolite ou choque).

Sistema nervoso central [14]

  • Infecção comunitária, sem fatores de risco para MDR:

    • Ceftriaxona 2 g EV 12/12h.

  • Infecção relacionada à assistência à saúde (IHAS) e/ou com fatores de risco para MDR e/ou choque séptico: [16]

    • Meropenem 2 g EV 8/8h (dose mandatória para meningite/infecção do SNC + Vancomicina 25 a 30 mg/kg máximo 2 g EV, seguida de 15 a 20 mg/kg/dose 12/12h. [14]

  • Observação sobre administração:

    • A bula alerta para dados limitados de segurança no bolus de 2 g; preferir infusão intravenosa de 15 a 30 minutos quando disponível. [16]

Endocardite infecciosa: terapia inicial [14]

  • Valva nativa:

    • Ceftriaxona 2 g EV (dose de ataque), seguida de 1 a 2 g EV 12/12h + Vancomicina 25 a 30 mg/kg máximo 2 g EV, seguida de 15 a 20 mg/kg/dose 12/12h.

  • Prótese valvar:

    • Vancomicina 25 a 30 mg/kg máximo 2 g EV, seguida de 15 a 20 mg/kg/dose 12/12h + Gentamicina 2 mg/kg EV 8/8h. [14]

  • Observação:

    • As diretrizes ESC 2023 para endocardite infecciosa não recomendam mais o uso rotineiro de aminoglicosídeo em endocardite estafilocócica em prótese valvar, dado o risco de nefrotoxicidade sem benefício demonstrado em mortalidade. Recomenda-se consulta a infectologista e/ou cardiologista para definição individualizada do esquema nesse cenário, especialmente em pacientes sépticos com disfunção renal concomitante. [17]

Suporte Respiratório

Monitorização e Alvos de Oxigenação

  • Sugere-se mensurar oxigenação por oximetria de pulso (SpO₂) ou gasometria arterial (SaO₂), associadas ao exame clínico e julgamento clínico. [1]

    • Gasometria arterial é o padrão-ouro; fornece adicionalmente pH, PaCO₂, lactato e bicarbonato. [1]

    • A relação SpO₂/FiO₂ pode substituir PaO₂/FiO₂, mas é menos acurada em choque, pele mais pigmentada e saturações abaixo de 90% ou acima de 97%. [1]

  • Sugere-se titular FiO₂ para alvos liberais ou conservadores, conforme o paciente e as limitações de recursos. [1]

    • Alvo conservador nos estudos: SpO₂ de aproximadamente 90 a 93%. [1]

    • Alvo liberal: SpO₂ maior ou igual a 96%. [1]

Suporte Não Invasivo

  • Sugere-se cateter nasal de alto fluxo (CNAF) em vez de oxigenoterapia convencional, em pacientes com PaO₂/FiO₂ menor que 200 ou SpO₂/FiO₂ menor que 235. [1]

  • Sugere-se CNAF como terapia inicial em vez de VNI com pressão positiva. [1]

  • Sugere-se CNAF em vez de alternância entre CNAF e VNI. [1]

Pronação Acordada

  • Em pacientes não intubados com insuficiência respiratória hipoxêmica aguda associada à sepse, sugere-se período de teste de pronação acordada. [1]

    • Duração e frequência dependem da tolerância do paciente. [1]

    • Não se deve sedar para promover tolerância à pronação em pacientes não intubados. [1]

Ventilação Mecânica Invasiva

  • Volume corrente [1]

    • Sepse com SDRA: recomenda-se 6 mL/kg de peso corporal ideal em vez de mais de 10 mL/kg.

    • Insuficiência respiratória hipoxêmica sem SDRA: sugere-se 6 a 8 mL/kg de peso corporal ideal em vez de volumes menores (4 a menos de 6 mL/kg).

    • Reavaliar continuamente para SDRA, frequentemente subreconhecida na prática. [1]

  • Pressão de platô [1]

    • Recomenda-se limite superior de 30 cmH₂O em sepse com SDRA.

  • PEEP [1]

    • Sugere-se PEEP mais alta em vez de mais baixa em SDRA moderado-grave.

    • Recomenda-se não realizar titulação incremental de PEEP (estratégia de PEEP crescente) em SDRA moderado-grave.

  • Pronação invasiva [1]

    • Sugere-se ventilação em posição prona por mais de 12 horas por dia em SDRA moderado-grave.

  • Bloqueio neuromuscular (NMBA) [1]

    • Sugere-se bolus intermitentes em vez de infusão contínua em SDRA moderado-grave.

ECMO Veno-venoso

  • Em SDRA grave refratário à ventilação mecânica convencional, sugere-se ECMO veno-venoso em centros experientes com infraestrutura de suporte adequada. [1]

Terapias de Suporte Adicionais

  • Manejo de fluidos na fase pós-ressuscitativa [1]

    • Sugere-se remoção ativa de fluidos após a fase aguda de ressuscitação.

    • Fase pós-ressuscitação: ausência de doses escalonadas de vasopressor, doses altas em curso ou necessidade de expansão volêmica contínua. [1]

    • A remoção ativa contempla diuréticos e, se insuficientes, ultrafiltração ou remoção extracorpórea de fluido. [1]

    • Fatores a considerar: função cardiorrespiratória, dose de vasopressor, evolução clínica, edema, peso e balanço hídrico. [1]

  • Manejo glicêmico [1]

    • Recomenda-se iniciar insulinoterapia em glicemia maior ou igual a 180 mg/dL (10 mmol/L).

  • Transfusão sanguínea [1]

    • Recomenda-se estratégia restritiva de transfusão em vez de liberal.

  • Nutrição [1]

    • Sugere-se início precoce (dentro de 72 horas) da nutrição enteral.

  • Terapia renal substitutiva (TRS) [1]

    • Em LRA sem indicação definitiva de TRS, sugere-se não realizá-la.

    • Quando há indicação, sugere-se TRS contínua ou intermitente, sem preferência definida.

  • Profilaxia de TEV [1]

    • Recomenda-se profilaxia farmacológica de TEV, salvo contraindicação.

    • Recomenda-se HBPM em vez de heparina não fracionada.

    • Sugere-se profilaxia farmacológica isolada em vez de associada à profilaxia mecânica.

  • Probióticos [1]

    • Sugere-se não utilizar em adultos com sepse ou choque séptico.

Terapias Não Recomendadas

  • Antipiréticos [1]

    • Sugere-se não utilizar terapia antipirética (farmacológica ou resfriamento de superfície) com objetivo de melhorar desfechos em pacientes febris.

    • Exceção: uso para controle de dor, controle de sintomas ou pacientes com indicação específica de controle de temperatura (cuidados neurocríticos, pós-parada cardíaca).

  • Imunoglobulina IV (IVIG) [1]

    • Sugere-se não utilizar em sepse ou choque séptico.

  • Purificação sanguínea [1]

    • Sugere-se não utilizar hemoperfusão, hemofiltração de alto volume, plasmaférese ou hemoperfusão com polimixina B.

  • Vitamina D [1]

    • Sugere-se não utilizar para tratamento da sepse.

    • Não se aplica a pacientes em suplementação por outra indicação ou como prática nutricional padrão.

  • Ácido ascórbico (Vitamina C) (Vitariston C®)

    • Sugere-se não utilizar vitamina C IV em pacientes com sepse ou choque séptico; ausência de benefício em mortalidade nos estudos de baixo risco de viés. [1]

  • XueBiJing IV [1]

    • Sugere-se não utilizar fora de jurisdições com aprovação regulatória (produto fitoterápico injetável licenciado na China, sem registro em mercados ocidentais).

Metas de Cuidado

  • Clínicos devem discutir metas de cuidado e prognóstico com pacientes e/ou familiares. [1]

  • Sugere-se abordar metas precocemente, dentro de 72 horas da admissão. [1]

    • Evidência insuficiente para recomendar critério padronizado específico para disparar essas discussões. [1]

  • Sistemas de saúde devem garantir que pacientes recebam alta com oportunidade de formalizar diretivas antecipadas de vontade. [1]

  • Os princípios de cuidados paliativos devem ser integrados ao plano terapêutico quando apropriado, para abordar sintomas e sofrimento do paciente e da família. [1]

  • Sugere-se contra a consultoria formal e rotineira de cuidados paliativos para todos os pacientes; a consultoria deve ser baseada em julgamento clínico individualizado. [1]

Transições de Cuidado

  • Sugere-se uso de programa formal de transição de cuidados críticos na transferência da UTI para a enfermaria. [1]

  • Sugere-se processo formal de passagem de informações criticamente relevantes em todas as transições de cuidado. [1]

  • Deve-se realizar reconciliação medicamentosa abrangente em todas as transições, incluindo alta da UTI e do hospital. [1]

    • Sugere-se abordagem liderada por farmacêutico na reconciliação medicamentosa. [1]

  • As equipes clínicas devem oferecer participação do paciente e família na tomada de decisão compartilhada no planejamento de alta. [1]

  • O resumo de alta deve conter, de forma escrita e verbal, os diagnósticos relacionados à sepse, os tratamentos realizados e as sequelas comuns. [1]

  • Para pacientes com novas incapacidades: o plano de alta deve incluir acompanhamento com profissionais aptos a manejar sequelas de longo prazo. [1]

  • Hospitais devem rastrear necessidades de suporte econômico e social (moradia, nutrição, finanças, espiritualidade) e encaminhar conforme disponibilidade. [1]

  • Sugere-se oferecer educação sobre sepse (diagnóstico, tratamento, síndrome pós-UTI e pós-sepse) antes da alta e no seguimento ambulatorial. [1]

Desfechos a Longo Prazo e Recuperação

  • Sistemas de saúde devem facilitar avaliação e acompanhamento de problemas físicos, cognitivos e emocionais após alta hospitalar por sepse ou choque séptico. [1]

  • Sugere-se oferecer serviços de seguimento pós-doença crítica a sobreviventes adultos. [1]

    • Formato, intensidade e duração variam conforme recursos locais e necessidades individuais. [1]

  • Em sobreviventes que receberam ventilação mecânica invasiva por mais de 48 horas, sugere-se oferecer reabilitação física após a alta. [1]

  • Sugere-se oferecer serviços de apoio à saúde mental após a alta hospitalar. [1]

    • Sobreviventes com sintomas clínicos de transtorno de saúde mental devem ser encaminhados para avaliação e manejo especializado. [1]

  • Terapias direcionadas à cognição: evidência insuficiente para recomendação em comparação ao cuidado usual. [1]

    • Onde já estão em uso, é razoável mantê-las, dado que parecem aceitáveis e factíveis. [1]

Referências

[1] PRESCOTT, Hallie C.; ANTONELLI, Massimo; ALHAZZANI, Waleed; et al. Surviving Sepsis Campaign: International Guidelines for Management of Sepsis and Septic Shock 2026. Critical Care Medicine, v. 54, n. 4, abr. 2026. DOI: 10.1097/CCM.0000000000007075. Disponível em: https://journals.lww.com/ccmjournal/. Acesso em: 30 jun. 2026.

[2] QUEEN MED. Noradrenalina: apresentação, diluição e dose. Disponível em: https://queenmed.com.br/noradrenalina. Acesso em: 30 jun. 2026.

[3] PEBMED / PORTAL AFYA. Dose de Vasopressina em infusão contínua. Disponível em: https://pebmed.com.br/dose-de-vasopressina-infusao-continua-conduta-medica-terapia-intensiva/. Acesso em: 30 jun. 2026.

[4] HOSPITAL SÍRIO-LIBANÊS. Guia Farmacêutico: Epinefrina. Disponível em: https://guiafarmaceutico.hsl.org.br/epinefrina. Acesso em: 30 jun. 2026.

[5] BLAU FARMACÊUTICA S.A. Bula do succinato sódico de hidrocortisona (profissional de saúde). Disponível em: https://www.blau.com.br/storage/app/media/bulas/novas/Bula_Hidrocortisona.pdf. Acesso em: 30 jun. 2026.

[6] ANTIBIÓTICOS DO BRASIL LTDA. Bula profissional de Dobutrex® (cloridrato de dobutamina). Disponível em: https://www.ablbrasil.com.br/wp-content/uploads/2018/05/Dobutrex-Profissional.pdf. Acesso em: 30 jun. 2026.

[7] HOSPITAL SÍRIO-LIBANÊS. Guia Farmacêutico: Milrinona. Disponível em: https://guiafarmaceutico.hsl.org.br/milrinona. Acesso em: 30 jun. 2026.

[8] CITOPHARMA MANIPULAÇÃO DE MEDICAMENTOS ESPECIAIS LTDA. Bula técnica: Azul de Metileno. Disponível em: https://citopharma.com.br/wp-content/uploads/2025/11/Azul-de-Metileno-Rev-04-05-25.pdf. Acesso em: 30 jun. 2026.

[9] INFOSUS, Secretaria de Estado da Saúde de Santa Catarina. Midodrina, cloridrato. Disponível em: http://infosus.saude.sc.gov.br/index.php/Midodrina,_cloridrato. Acesso em: 30 jun. 2026.

[10] FARMACE INDÚSTRIA QUÍMICO-FARMACÊUTICA CEARENSE LTDA. Bula do profissional: Bicarbonato de Sódio 8,4% injetável. Disponível em: https://drconsulta.com/conteudo/bicarbonato-de-sodio-8-4-farmace-bula/. Acesso em: 30 jun. 2026.

[11] SANOFI MEDLEY FARMACÊUTICA LTDA. Bula de Clexane® (enoxaparina sódica). Disponível em: https://img.drogasil.com.br/raiadrogasil_bula/ClexaneSanofi.pdf. Acesso em: 30 jun. 2026.

[12] EUROFARMA LABORATÓRIOS S.A. Bula de pantoprazol sódico sesqui-hidratado, pó para solução injetável 40 mg. Disponível em: https://eurofarma.com.br/produtos/pantoprazol-po. Acesso em: 30 jun. 2026.

[13] BLAU FARMACÊUTICA S.A. Bula de Vitariston C® (ácido ascórbico) solução injetável 100 mg/mL e 200 mg/mL. Disponível em: https://www.blau.com.br/storage/app/media/Bulas%20Novas%20-%2029.08.17/bulapsvitariston-c.pdf. Acesso em: 30 jun. 2026.

[14] HOSPITAL DO CORAÇÃO (HCor). Protocolo Sepse (Adultos): Guia de Recomendações de Antimicrobianos. Versão 2021. São Paulo: HCor, 2021. Disponível em: https://www.hcor.com.br. Acesso em: 02 jul. 2026.

[15] INSTITUTO LATINO AMERICANO DE SEPSE (ILAS). Guia Prático de Terapia Antimicrobiana na Sepse. 3. ed. São Paulo: ILAS, 2024. ISBN 978-65-992258-3-3. Disponível em: https://www.ilas.org.br. Acesso em: 02 jul. 2026.

[16] ANVISA. Bula do meropeném: Pó para solução injetável 500 mg e 1 g (medicamento genérico). Seção 8: Posologia e Modo de Usar. Bulário Eletrônico ANVISA. Disponível em: https://consultas.anvisa.gov.br/#/bulario/q/?nomeProduto=MEROPENEM. Acesso em: 03 jul. 2026.

[17] HABIB, G.; LANCELLOTTI, P.; ANTUNES, M. J.; et al. 2023 ESC Guidelines for the management of infective endocarditis. European Heart Journal, v. 44, n. 39, p. 3948–4042, 2023. DOI: 10.1093/eurheartj/ehac409. Disponível em: https://academic.oup.com/eurheartj/article/44/39/3948/7243107.

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